Alegria até o primeiro gol

12:14:00


A sexta rodada do Campeonato Brasileiro marcou mais uma vez as imprevisões do futebol mineiro. O jogo era do mandante Atlético, que como dono da casa brindava sua torcida com ar de superioridade, o moral elevado e um pique de tirar o fôlego. O Cruzeiro, que por sua vez, vinha trilhando um caminho novo, sob o comando de Luxemburgo, aparecia com estatísticas inferiores no Campeonato: três derrotas, um empate e apenas a vitória sobre o Flamengo. E somava, desde o ano passado, 11 jogos sem vitória no maior rival.

Era o jogo para o Galo ficar mais doido – para o Galo cantar no terreiro e mostrar sua superioridade mais uma vez neste Campeonato – Mas a noite foi celeste – o bicampeão brasileiro ressurgiu em solo alvinegro e redimiu-se frente à pequena torcida presente na Arena Independência. 

O Cruzeiro que, desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo apresenta um esquema de trabalho em conjunto entre comissão técnica e jogadores, mostrou-se superior ao Galo. O time celeste ocupou bem os espaços - não perdeu nas divididas e ganhou praticamente todos os rebotes. Não dando a mínima chance para o Atlético Mineiro. A Raposa que ainda apresenta limitações no elenco e trabalha para repor estes reforços teve maior mérito.

O jogo não rendeu ao Cruzeiro somente a vitória sobre o maior rival - mas também eternizou na história do time o goleiro Fábio que somou 633 jogos – igualando-se a Zé Carlos. Os números de Fábio não mentem quanto sua qualidade técnica: foram 361 vitórias - 125 empates e 147 derrotas – o consagrando como um ídolo da torcida – marcado por grandes e importantes defesas.

 Já o Atlético entrou em campo cego com tamanho orgulho e vaidade de si – fez um gol sensacional de Luan e ainda no primeiro tempo tomou o primeiro gol – abalando-se durante o resto da partida e custando a se recuperar – Fez um jogo raso que infelizmente não deu certo. Foram ao total 12 finalizações e 8 oportunidades claras. A derrota no clássico foi a sétima em 100 jogos no Independência desde a reabertura do estádio, em 2012.

Apontar erros não altera placar. Falar que o culpado seria do técnico Levir Culpi por usar a mesma escalação que a do jogo anterior contra o Avaí – seria absurdamente errado. Acusar Dátolo por sua instabilidade em campo ou Jemerson pelo Gol contra, ou até mesmo Luan – autor de um gol – que na noite de sábado tropeçou na bola... Não altera nada. O Cruzeiro entrou com vontade de ganhar.

Uma derrota mais do que comum para um time que entrou sem criatividade. Estávamos em terceiro lugar e partimos para o sétimo  - Ainda temos uma boa pontuação, jogaremos em casa no próximo jogo contra o Santos e temos de tudo para se reabilitar.  Perder para o cruzeiro amarga a boca e enfurece o coração.

Mas futebol é isso: emoção atrás de emoção.


Saudações alvinegras
Mila Dutra

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