Guerreiros Imortais: Capitão Piazza a referência de uma nação!

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A história começa como um conto, sim daqueles que a vovó ou o vovô contam aos netos, bisnetos e vai passando de geração a geração.  O personagem principal é o guerreiro que carrega a braçadeira, aquele mesmo que comandava o pelotão de trás, marcava como um zagueiro e aventurava-se pelo meio como passador. Independia a posição escalada, ele executava tão bem que reserva era algo que inexistia no currículo dele.   





QUEM FOI WILSON PIAZZA? 

Wilson da Silva Piazza, ou apenas Piazza nasceu em Ribeirão das Neves (MG), no dia 25 de fevereiro do ano de 1943. O eterno volante celeste, foi um tesouro descoberto em um clube amador de Belo-Horizonte, o modesto Esporte Clube Renascença, que curiosamente também revelou Procópio Cardoso Neto e Hilton Oliveira, ambos ex-jogadores do Cruzeiro.

Em 1963, Wilson, foi contratado junto ao Renascença e com então apenas 20 anos de idade, o promissor jogador estava de malas prontas para a toca da raposa. O jovem que começou sua carreira no ataque, tinha muita facilidade para finalizar, e com isso somou impressionantes 40 gols com a camisa celeste. No entanto, foi como volante que ele se consagrou. Tanto com a camisa do Cruzeiro, como com a amarelinha da Seleção Brasileira.

No clube mineiro, não demorou muito mais que 2 anos para ele receber a braçadeira de capitão, em virtude da sua garra e de sua liderança nata. Contudo ele ficou liderando o time azul celeste por 10 longos anos consecutivos, entre 1966 a 1976. Piazza sempre foi soberano na posição de volante, ele desarmava com extrema facilidade, era um exímio marcador, Pelé e cia que o digam, eles sofreram muito com o nosso eterno camisa 5. Sendo inclusive contra o time do “Rei”, que Piazza foi campeão da Taça Brasil de 1966, sendo esse um dos jogos mais marcantes de Wilson com a camisa do Cruzeiro: O jogo foi marcante por “N” fatores, pra começar o time mineiro contava em sua grande maioria, com jogadores jovens. Em contrapartida o Santos continha jogadores já renomados, como era os casos de Gilmar, Mauro Ramos de Oliveira, Zito, Pepe, Carlos Alberto Torres e do próprio Pelé.

Piazza chegou a virar quarto-zagueiro para entrar para a seleção Brasileira que iria disputar o mundial de 1970. Uma vez que para escalar os melhores jogadores em atividade no país, naquela ocasião, o então técnico Zagallo foi obrigado a improvisar alguns jogadores na Copa do Mundo. Rivellino mesmo virou uma espécie de ponta-esquerda. Enquanto Tostão que era meia de origem, atuou um pouco mais avançado e jogou com a camisa nove. Piazza, autêntico volante que era no Cruzeiro, foi recuado para a quarta-zaga. Ele fez dupla com Brito e não decepcionou. No final, o Brasil comemorou o tricampeonato mundial no México. E Piazza entrou para a história por ter feito parte de uma das melhores seleções de todos os tempos.
Piazza na partida de abertura da Copa de 1974 contra a Iugoslávia.
Ao longo de sua história, Piazza por muito pouco não foi campeão mundial com o Cruzeiro. Em 1976, ele juntamente com o esquadrão azul, tropeçaram diante do Bayern de Munique (GER), que contava com craques como: Sepp Mayer, Rummenigge e Muller. O canhoto Piazza de 1,75m de altura, encerrou sua carreira em 1978. Piazza é, e sempre será um dos poucos jogadores que podem dizer “-vesti apenas uma camisa enquanto jogador de time profissional-“. Isso porque, ele em toda sua carreira vestiu apenas o manto azul celeste e a amarelinha da pátria amada. Então aí pergunto para você meu caro leitor, como não idolatrar um jogador assim? Que honrou apenas um manto e ainda conquistou vários títulos pelo mesmo, sendo eles os principais o da Taça Brasil de 1966, o da Libertadores da América de 1976 e 10 mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977).

CONTOS DA LIBERTADORES DE 76, POR WILSON PIAZZA 




Ainda que não pudesse contemplar durante a vida esta história heroica, temos o privilégio de vê-la sendo contada por um dos principais jogadores daquela seleção azul, por toda essa grandiosidade, genialidade, liderança, força, garra e coragem. Que nos momentos mais difíceis levantaram a cabeça e todos juntos escreveram uma história imortal para que hoje pudéssemos nos vangloriar com cada passe, cada drible, cada gol, cada gota de suor derramada heroicamente por todos nós de uma só nação azul da dor do céu. 

Por toda essa história, eterno capitão Wilson Piazza, és a referência de uma nação que tanto admira você por ser esse guerreiro cruzeirense que comandou as maiores conquistas de nossa história! 



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Acompanhe a série GUERREIROS IMORTAIS

  1. E tudo começou com um Príncipe!
  2. A genialidade de um garoto
*Créditos de conteúdo:
Terceiro Tempo, Wikipédia e Blog do Jorge Santana

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