Apenas mais um "Ser Atleticano"

06:30:00
Bruno Cantini/Site do Atletico-MG 

Sem entender o a razão que meu pai ficava com aquele rádio NKS do lado ouvindo uma voz rápida que nem dava pra entender o que falava, eu sempre perguntava a ele o que estava fazendo e ele sempre com a mesma resposta, “é o jogo do Galo vem ouvir comigo”! 

Eu tinha 4 ou 5 anos de idade e já sabia quem era Willy Fritz Gonser, narrador da Radio Itatiaia de Belo Horizonte, ele me fazia viajar imaginando como foi o gol do Euler “o filho do vento“ e ali começara um sentimento puro e simplesmente passional. 

Meu início de torcedor foi fatídico perdemos a Copa Conmebol 95 para o Rosário Central, porém, título que conquistamos dois anos após contra o Lanus.

O grande teste de um verdadeiro atleticano estaria por vir nos anos 2000, crise, administrações irresponsáveis, Presidente pintando manto da Santa, entrava ano saia ano e o Galo com times muito frágeis, a série B seria inevitável e pra fechar com aquela pitada com gosto de fel, nosso maior rival vivendo o ápice de sua boa fase. Ser Atleticano nessas horas não é fácil, ali pensava e perguntava por que eu torceria para aquele time? Meus amigos, essa é uma pergunta que não se faz a um atleticano, até porque não há resposta, atleticano nasce pra torcer contra tudo e conta todos em prol do Clube Atlético Mineiro

Com fé sempre ficava imaginando se algum dia iria ver o galo forte e temido novamente, em seu devido lugar, time que emprestava para CBF 6 jogadores para ser titulares de seu combinado de Atlético e Flamengo, time que teve Telê, Dadá, Eder, Nelinho, Luizinho, João Leite, Cerezo,.., Rei. Perguntava será que um dia eu verei um craque no galo? O Pai lá em cima me ouviu, na verdade quem me ouviu foi nosso eterno Presidente Elias Kaliu, e aí ele deu uma ajudinha com o Homem lá de cima, que nos mandou não um craque, e sim um semideus, sim amigos, Ronaldinho Gaúcho “O Bruxo”. Graças ao R10, o Atlético voltaria a figurar em seu pedestal novamente, graças ao R10, Bernard se tornou um craque e depois crucificado injustamente na copa do mundo, graças ao Ronaldinho formamos um time homogêneo onde a fé séria maior que qualquer urucubaca que estivesse em nosso caminho, até ato de canonização fizemos, amém São Victor do Horto, a Libertadores é nossa! Acredite, não caiu à ficha até hoje. 

No próximo domingo dia 24 de julho de 2016 faremos três anos da conquista da Libertadores e por ironia do destino, reencontraremos o nosso comandante azarado que também fez seu processo de descarrego em 2013, mas agora como rival, ele no Palmeiras e nós em busca de três pontos extremamente difíceis, mas não impossível pra um time que o impossível se torna possível apenas na base de acreditar.

Obrigado pai, jamais esquecerei das noites de quartas ao seu lado mesmo sem entender nada que o Willy falava. 

Torcedor (Reprodução/Internet) 
por Alyson Batista
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