Empate foi lucro

17:27:00
Parece um filme repetido, o Internacional trouxe na bagagem um ponto, esquecendo os outros dois no interior paulista, que dor de cabeça ( tanto para os torcedores, quanto jogadores e comissão técnica), enquanto a direção segue na bolha, com a brisa de algum charuto Italiano (acredito que estejam tragando o mesmo, isso que charuto não se traga, deixa quieto) e bebendo aquele uísque com gelo, comendo salchipão ou costela bem gorda ouvindo um entre diversos hinos do boêmio/gigante do samba, Zeca Pagodinho, enfim; dando gargalhadas como se tudo estivesse ótimo.

Após um primeiro tempo digno de um time sem entrosamento, jogando feio, à la campeonato gaúcho, nota-se o quanto poderíamos ter tirado uns 30 minutos a mais de um bom sono, só que tem algo maior que o sono, e se chama Inter, mesmo não merecendo.
Valdívia marcou seu primeiro gol após a lesão. 
Primeiro tempo feio, tão feio quanto nosso camisa 7 e nosso camisa 29 juntos, isso não vem ao caso agora, bom, em Moisés Lucarelli deu pra notar um time esforçado, querendo jogar bola, mas não sabendo direito o que fazer, que diga o rapaz aquele, lateral-esquerdo (aproveitando aqui para nós criarmos uma campanha, vamos fazer uma vaquinha e pagar a multa dele).

Conforme o tempo foi passando e o jovem que aqui escreve foi acompanhando pelo rádio toda a emoção e ataque cardíacos com cada erro de passe bobo e faltas marcadas pra equipe ponte pretana, foram-se 24 minutos, eis que ao minuto seguinte bateu um bom senso, entendimento do time sobre o que seu comandante realmente queria, foi colocada a bola ao chão e assim surgiu o gol de Valdívia, a volta do poko pika. O rapaz que dá outra dinâmica para nosso meio e ataque.

E O GOL ENTALADO NA GARGANTA SAIU, PARECIA MENTIRA, ESTÁVAMOS VENCENDO. Inocentes, acharam mesmo que sairiam ilesos, não é? Sabem de nada!

O velho Inter de guerra se acomodou e perto do final da primeira etapa viajou na maionese e levou o gol de empate. 

No momento do empate; ouço a vitória se despedindo: "estou indo embora, a mala já está lá fora, vou te deixar..."

Chega o segundo tempo, deu tempo sequer de servir um café preto e chegaram de novo? Isso mesmo, gol da Ponte aos QUARENTA E QUATRO SEGUNDOS DE JOGO! O Inter consegue cada façanha, meus amigos, a façanha da vez foi tomar o gol mais rápido do Brasileirão!

E aí bateu o síndrome "Feeling of Fucks" no colorado e a ilusão de 10 segundos voltou para nós, Falcão ao assistir da casamata seu camisa 5 tomar um cartão amarelo, mal chegou no 12° minuto e sim, o Fernando conseguiu ser Bob, ganhando um convite pra pegar uma ducha mais cedo!

Falcão resolve mexer no time, tira Valdívia que até então estava dando movimentação o time é coloca o Ariel, substituição que poderia ter sido efetivada com o Vitinho, ou Sasha. Ferrareis saindo para entrada de Anderson, o primeiro citado só ferrou com o jogo, mais sumido que pinto de porco.

E por fim, Sasha sai do camarote exclusivo direto da cancha e dá lugar para Marquinhos. Pronto, começa a se destacar outra vez quem menos deveria aparecer, o juiz. Sejamos francos, tivemos o auxílio do apito amigo e isso me envergonha muito. Desde já, foi mal aí Ponte... Está tudo errado. Dos males, o menor... Vem o gol de empate do Inter, dele mesmo, Ariel. A fase é tão ruim que empate vira alívio, mas não conformismo, longe disso.

Ariel garantiu o empate colorado
RESPEITEM A PEITA ALVIRRUBRA!
O jogo acaba e aí entra a bolha nos microfones, pra falar frase feita e pagar mico de novo; Ah, Pellegrini... Calado tu és um poeta.

CONCLUSÃO

Quer dizer que a gente acordou muito antes das 11h, aliás... Na verdade nem dormimos, para ver o colorado EMPATAR? Sim, somos trouxas, e quem vai estar no confronto contra o Corinthians apoiando, vibrando e torcendo (quem sabe sair com vitoria nem que seja com um gol feio, estilo Louco Abel)?! Isso mesmo, nós, NÓS MESMOS! SOMOS A RESISTÊNCIA!

por Hugo Severo

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