Jogar bem ou só buscar os 3 pontos? O dilema do Galo no Brasileirão 2016.

14:18:00


Quando observamos a montagem de elencos no início da temporada e visualizamos uma disputa do campeonato mais disputado e tradicional de nosso pais, logo vamos teorizando os favoritos e os possíveis rebaixados. Quando observamos os clubes que se preparam para a copa libertadores, também podemos discernir aonde possivelmente podem chegar ao final da disputa. 

E dentro de campo, a teoria se aplica a prática? Nem sempre.

Observamos isso durante todo o primeiro turno do Galo no campeonato. Um elenco recheado de peças que se pensarmos fora da nossa "casinha", seriam titulares em 90% dos clubes da 1ª divisão do país. Muitos, no início, nos colocavam ao lado do Palmeiras como francos-favoritos ao caneco desse ano, mas o reflexo que temos hoje é que, ao contrário do que se esperou ao longo de toda a temporada, um time nas pontas dos cascos, ainda temos um ambiente cheio de duvidas e incertezas. O ambiente ainda nos é favorável, a julgar pela excelente vitória contra o Palmeiras, o FAVORITAÇO do eixo, na qual vimos a melhor partida do Galo do ponto de vista tático até aqui. Apesar da brilhante vitória de domingo e a entrada do Galo no rol dos favoritos ao Título/G4, ainda sobram reflexões:

Afinal de contas, qual a melhor formação? Qual é o melhor 11? O time ainda encorpou? Quando o trabalho de Marcelo Oliveira vai efetivamente evoluir? será que evoluiu? O Galo voltou a assombrar seus adversários? Não há duvidas que o elenco alvinegro é um dos 3 melhores elencos do Brasil atualmente, quem não gostaria de ter uma pulga chamada Lucas Pratto na orelha? Qual treinador não gostaria de optar por Otero, Maicosuel ou Luan atuando na linha de meias, auxiliando na transição do meio campo/ataque e criando oportunidades de gol? Fabio Santos ou Douglas Santos? O ala veloz, habilidoso, com muita qualidade ofensiva, ou o lateral experiente, que joga um excelente futebol coletivo, tático e chega forte como poucos na linha de fundo? 

O que é importante, afinal? 3 pontos de cada jogo ou o prazer de ver o Galo jogar um futebol compatível com o nível de seus jogadores? É pensar numa estratégia para cada jogo ou buscar em campo a arte de se jogar um belo futebol? Quantas equipes com futebol modesto e objetivo foram campeãs e são lembradas por isso e quantas equipes geniais, dotadas de um futebol maravilhoso em campo são reverenciadas até hoje? 

Está claro que o Galo ainda precisa de respostas. Precisa se encontrar, achar seu "melhor 11", sua forma de jogar, organização, postura tática, bom planejamento e estudo dos seus adversários e entender que os melhores elencos também possuem deficiências e precisamos reconhecê-las, dentro e FORA DE CAMPO. Jogadores buscando sempre a boa competitividade, técnico buscando extrair o melhor de seus comandado.

E o torcedor? APOIAR, ACREDITAR, DAR RAÇA, PRA VENCER, VENCER, VENCER, pois ESSE É O NOSSO IDEAL, É HONRAR O NOME DO GALO E DE MINAS, NO CENÁRIO ESPORTIVO MUNDIAL. 

Ouvi uma vez uma máxima que deveria ser eternizada na memória do torcedor alvinegro:
"Não temos que ir ao campo pra ver o Galo jogar, temos que fazer o Galo jogar"
Esperar. Confiar. Debater. Torcer. Evoluir. Verbos para o atleticano usar no Brasileirão.


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