Videogame é coisa séria!

15:46:00

Há muito tempo jogar videogame deixou de ser coisa só de criança. 


O crescimento do mercado de games acompanhou o crescimento dos próprios gamers, transformando-os em consumidores assíduos de um segmento que movimento bilhões de dólares.


Nesse panorama, já era de se esperar que as grandes marcas usufruíssem dessa possibilidade de aproximação com o público, traçando estratégias para que uma vez inseridas nesse contexto, colhessem os frutos em forma de lucro.

O avanço da tecnologia trouxe uma realidade impressionante aos jogos de esporte,  então nada mais natural do que o consumidor reivindicar jogar com seus ídolos com a aparência mais bem feita possível, e claro, sem esquecer de todos os detalhes que fazem uma partida de futebol: Estádios, torcida, marcas e uniformes.

O marketing esportivo foi fundamental para que o sonho se tornasse realidade, agregando aos jogos nomes e identidades visuais reais, deixando de lado os jogadores genéricos, como visto no lendário International Superstar Soccer, por exemplo.

Os jogos de esportes americanos, como Basquete, Hockey, Futebol Americano, Golfe etc. trazem a cada ano mais apelo publicitário, tanto em sua divulgação quanto no jogo em si, com cada detalhe pensado e explorado por patrocinadores, igualzinho na vida real.

Corinthians no PES 2016 (Uol Jogos)

Mas o que isso tem a ver com o Corinthians?

Até os torcedores menos ligados a jogos sabem que no mercado de games de futebol há uma briga épica entre dois concorrentes ferrenhos: FIFA X Pro Evolution Soccer. Sendo hoje o FIFA líder de mercado, posto já outrora ocupado por seu rival.

Voltamos então ao início desta coluna, onde foi falado sobre bilhões de dólares, marketing esportivo, exploração de marca e principalmente, SATISFAÇÃO DO CONSUMIDOR.

No último ano o Corinthians resolveu assinar com a Konami, dona do Pro Evolution Soccer, que atualmente é um produto duramente criticado tanto pela mídia especializada quanto pelo público por conta de sua qualidade, um contrato de EXCLUSIVIDADE. Ficando assim fora do principal e mais vendido game do mercado, o FIFA.

Muita gente ficou brava, muita gente xingou muito nas redes sociais e, muita gente comprou o game da Konami. Alguns se divertiram, outros nem tanto.

Preferências a parte, já que cada um sabe qual game lhe agrada mais, a reflexão que proponho aqui é a respeito da estratégia do clube, de assinar um contrato de exclusividade pensando apenas no dinheiro ao invés de pensar nos torcedores.

Dizem que a Konami pagou muito por essa exclusividade, mas pelo menos para mim enquanto publicitário, isso não é nem um pouco relevante. Na minha visão, um clube do tamanho do Corinthians tem que pensar em exploração massiva de sua marca, e não em amarrar contratos que travem o uso dela, ainda mais se for por valores que não chegam nem perto do salário do INDESEJADO Alexandre Pato, por exemplo.
O que interessa para o torcedor, que queiram eles ou não, são os grandes responsáveis por boa parte do faturamento do clube, é que o Corinthians esteja em todo tudo, em todos os jogos de vídeo game, em todas as redes sociais e em qualquer outro lugar onde ele possa. 

Esperamos que esses erros não se repitam, porque a marca CORINTHIANS É DO POVO, então deem ao povo o que lhe é de direito.


por Leonardo Jardim
Equipe Corinthians: Twitter

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Publicitário formado, jogador de futebol frustrado. Consome boa música e cinema com a mesma disposição que consome cerveja em jogos do Corinthians. Um cara que acredita piamente que a criatividade pode ser mais importante que o conhecimento.

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