A epopéia de Clayton no Galo

20:30:00
Fonte: Bruno Cantini/Atlético

Saudações, massa alvinegra.

Depois de superada toda tormenta e finalmente termos a perspectiva de um belo pôr do sol vitorioso com o maravilhoso futebol, á altura do Galo que os nossos heróis vem praticando e acima de tudo, honrando nosso manto sagrado, ainda resta uma "pitadinha" de polêmicas a se discutir.

Polêmica talvez seja uma das verbetes presentes na enciclopédia atleticana de 2016. Tantos entreveiros a se discutir, de fora para dentro e de dentro para fora, fica difícil escolher um pra se debruçar (e é até uma epifania da minha parte eu tocar nesse assunto), mas chamo a atenção do irmão alvinegro que lê essa coluna pra uma em especial: CLAYTON

Clayton da Silveira da Silva, 20 anos, carioca da gema, oriundo da cidade maravilhosa, mas se radicalizou em Santa Catarina. Desde a base, quando chegou lá em 2007, era tratado como uma joia, um jogador á ser lapidado, observado, tratado, um atleta que logo veríamos vestindo a amarelinha 5 estrelas do Brasil. Trata-se de um atacante que preserva características, talvez, um pouco perdidas no nosso futebol moderno: Um "Ponteiro".

Clayton é um jogador de boa explosão, bons arranques, tem qualidade técnica, principalmente nas subidas em diagonal da direita para o meio, trabalhando taticamente na recomposição da linha de meias, jogando mais deslocado á ponta direita, aonde auxilia muito bem as subidas dos alas, mas também se caracterizou, principalmente na sua passagem pelo Figueirense, pelo oportunismo e boa batida com a perna direita. Essas características, aliadas as boas temporadas que fez pelo figueira chamaram a atenção de muitos clubes, entre eles, o Galo, que abriu generosamente seus cofres, pagando em torno de 3 milhões de dólares para trazê-lo. Foi um esforço conjunto e paciente da diretoria e dos torcedores, que esperavam ansiosamente pela chegada do jogador.


"Tá, você me conta essa história toda sobre o Clayton, mas e ai?"


Calma, vou chegar lá:

Desde sua chegada, até hoje, com praticamente 2/3 da temporada concluídos, nós atleticanos nos perguntamos: "Eai? Quando o Clayton vai fazer e acontecer?". Variados são os questionamentos: Será que é falta de vontade? Altíssima competitividade entre os jogadores? Altíssima qualidade daqueles que estão jogando? É a forma física, longe da ideal? 

Quando olhamos para o Clayton hoje e seu desempenho na temporada 2016, claramente não visualizamos aquele Clayton que foi importante para o Figueirense outrora, mas eu chamo atenção pra um detalhe: Clayton é um jogador "imaturo", é um jogador "verde". Vamos analisar os fatos, atleticanos: A mudança da calmaria de Florianópolis, jogando em um clube que resguarda sua tradição, mas não é nenhum peso e nenhuma referencia do futebol, que é o Figueirense, pra vir ao Clube Atletico Mineiro, um clube com uma das 10 maiores torcidas do Brasil, com uma camisa de imenso peso, tradição, títulos e conquistas, cuja qual foi vestida com honra por Éder Aleixo, Nelinho, Kafunga, João Leite, R10, Humberto Ramos, Toninho Cerezo, entre outros monstros sagrados da nossa história, a qual são também reverenciados no mundo do futebol, é uma mudança GIGANTESCA de paradigma. 

Podemos ver erros técnicos, pois não existe nenhum erro de planejamento em contratar uma PROMESSA, sim, Clayton ainda é uma promessa. Talvez o erro que se cometeu, não só pela torcida, mas pela imprensa e por quem acompanha o futebol tenha sido avaliar o momento de Clayton com base no alto investimento, e isso de certa forma acaba evidenciando o imediatismo que infelizmente prejudica o desenvolvimento do nosso futebol. É um erro criticar de forma tão contundente um jogador que vestiu a camisa do Figueirense antes de vestir a do Galo (com todo respeito ao figueira, mas a diferença de tamanho e de história e tradição são messiânicas). 

Talvez esse seja o momento de se ter paciência, esperar uma evolução gradual, uniforme, esperar que o tempo de clube, a experiência e convivência com jogadores do quilate de Fred, Robinho, Pratto, Luan, Maicosuel, Fabio Santos, Rafael Carioca, entre outros faça o menino Clayton crescer como jogador e atleta. Por enquanto, enxergo ele como um jogador a ser lapidado. Ultimamente, seu nome vem sido vinculado a negociações com o exterior, para clubes da Europa. Diferentemente dos brasileiros, os europeus aprenderam ao longo dos anos a saber maturar e desenvolver um atleta de qualidade e transformá-lo em atletas de altíssimo rendimento. É isso que nos falta aqui no Brasil, reconhecer o momento exato, o ponto exato entre uma critica e um incentivo, uma avaliação firme.

O que penso sobre uma possível venda de Clayton é muito claro: NÃO. Não venderia.

Simples: Será um bem maior para o clube, que investiu, ver seu retorno em campo e futuramente, nos cofres e para o jogador, para se tornar apto a alçar voos mais altos, pensar em se aventurar nos gramados europeus ou pensar em seleção brasileira. 

Pra concluir, penso que devemos ser um pouco mais ponderados em relação não só ao Clayton, mas aos jovens jogadores, sendo oriundos ou não da base, para que possamos dar a eles um tempo e oportunidades para que possam desenvolver livremente seu potencial, afinal, todos tem a ganhar por isso, a torcida ganha mais motivos pra se orgulhar e ganha mais um futuro ídolo e o futebol ganha com o crescimento de mais um atleta de qualidade para valorizar nosso futebol. Podemos estar ultrapassados no sentido tático e técnico, mas ainda somos referência mundial na produção de grandes craques da historia do futebol. É essa tradição que devemos manter, também, aqui no Galo, e que sirva como exemplo para posteridade.

Mais uma coisa pra gente debater aqui: Infelizmente, nosso eterno menino maluquinho, nosso símbolo da raça e do "ser atleticano" Luan mais uma vez se contundiu. Estiramento no posterior da coxa, grau II, ficando pelo menos 1 mês fora dos gramados. A tendência é que Clayton venha a ser mais aproveitado, como 2ª opção ofensiva, entrando durante os jogos. 

E você, atleticano? O que pensa sobre Clayton? Não serve? Não presta? Ou merece mais uma chance? Tem bola pra ser uma referência técnica do elenco? eu ja dei minha opinião, diga a sua ai nos comentários.


#UNIDOSSOMOSFORTES #EUACREDITO #AQUIÉGALO #NÃOÉMILAGREÉATLETICOMINEIRO #VAIPRACIMADELESGALO 

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