Futebol Pharma

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Foto: Fernando Michel/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
A palavra "farmácia" vem do grego "pharma", que significa remédio e veneno. É como ir comprar alguma coisa na drogaria: você vai comprar drogas. No caso, substâncias lícitas. Porém, é intrigante que a mesma palavra sirva de batismo para coisas que parecem tão distintas.
Explorando essa etimologia no domingo, encontrei o Grêmio em alguma parte do caminho. Contra o São Paulo foi venenoso, envolvente. O futebol convenceu mesmo com o placar duvidoso. Deu pra acreditar, deu pra apostar alto. A semana passou e o mundo era nada senão notícias dos jogadores treinando. Quantas vezes você ouviu que o Grêmio adora perder para times que estão mal na tabela? Naquela semana houveram recordes.
E o clube finalmente foi remédio, mas do tipo que é difícil de engolir, uma amargura inacreditável. O tipo de coisa que se pergunta "porquê" e o questionamento se perde no tempo e no espaço, não tem resposta. Não tem desculpa.

Digo que não há desculpa como se houvesse no universo algo capaz de justificar tal atuação. Não há. Não é uma briga com o melhor amigo, não é levar um soco de quem já te deu tanto tapa na cara. Injustificável. Imperdoável. Não estou falando de um empate, mas de uma derrota simbólica.
Se já não falta a gana, não falta a força e nem o fôlego, o que será que falta para este time? Antes, um fio nos separava da liderança. Agora, estamos por um fio no G4. O caminho até aqui foi tortuoso e merecia um final mais feliz. Mas e futebol é merecimento? É remédio. É veneno.

por Clarice Sena

Equipe Grêmio: Twitter

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