O que esperar do Galo para o 2º turno?

13:20:00
Fonte: Bruno Cantini/Atlético

Saudações, Massa Alvinegra.

Estamos chegando ao final do 1º turno do Campeonato Brasileiro de 2016. Quando se fala de brasileirão, logo pensamos em um campeonato disputado, independente do nível, pela força das equipes e o peso das camisas dos clubes que disputam a elite do nosso futebol. Talvez seja o único campeonato nacional entre clubes no mundo em que você pode nomear facilmente 10 candidatos a disputa de vagas da Libertadores e pelo menos 4 a 5 postulantes ao título. O mesmo se diz em relação ao rebaixamento, pois é imprevisível definir se o planejamento seguido pelas equipes é eficiente ou não ao longo do campeonato.

Enfim, e o Galo? É o que nos interessa, afinal. Como avaliar o Galo nesse 1º turno de campeonato?

Ok, vamos lá, Se pudesse definir o 1º turno do Galo com uma palavra, essa palavra seria RECUPERAÇÃO. O Galo passou grande parte da temporada 2016 com vários problemas de planejamento, entre eles, excesso de contusões, ausência de jogadores que serviram as seleções de seus países, baixo rendimento de algumas peças, falta de um corpo tático, entrosamento pela rotatividade da equipe (esse é um assunto espinhoso que poderia ser comentado á parte) e os insucessos nas competições que disputou também minaram a confiança do elenco e principalmente, da torcida. O que se via até então era um clima de desconfiança e reflexões da torcida. O que vinha sendo teorizado até então era se mesmo contratando as peças de altissima qualidade que contratou, o Galo conseguiria se reerguer no campeonato ou se havia algum outra situação á ser discutida fora de campo, mas o que se provou até então é que o que não faltava não eram peças e nem trabalho, não faltava vontade e nem entendimento tático e técnico, mas o que faltava mesmo era a boa e velha CONFIANÇA.

O que dava pra perceber, durante boa parte do primeiro turno, além da falta das peças de alto nível (Galo chegou a ter 12 desfalques por lesão!), era a falta de confiança de quem estava em campo. Talvez o medo de errar, ou por não conseguir compreender o que Marcelo Oliveira desejava no aspecto tático, ou até mesmo por pressão da torcida. Até então algumas peças, que convenhamos, não chegam perto do nível dos jogadores que estavam lesionados, não vinham rendendo o esperado e a pressão aumentava a medida que o trabalho de Marcelo consequentemente não ia evoluindo na medida que esperávamos. Primeira e essencial mudança que observamos foi a valorização da qualidade dos nossos excepcionais jogadores. É o famoso fim das improvisações e dos "severinos" no clube. Utilizar os melhores jogadores, buscando extrair o melhor de suas caracteristicas técnicas e táticas, esse era o plano de Marcelo Oliveira desde o começo. Outra coisa que mudou: o velho papo do treinador. Marcelo Oliveira tem reconhecimento e carinho por onde passa, pois além dos títulos e grandes trabalhos, é um treinador que busca motivar seus comandados o tempo inteiro. Quem observa bastante os detalhes como eu, quando tenho oportunidade de ir aos jogos, vê um Marcelo pensativo e, as vezes, agitado, mas sempre motivando e incentivando seus jogadores.

A mudança de perspectiva começou com a volta dos lesionados, o time foi ganhando mais corpo, mais consistência, mais qualidade. Os jogadores passaram a fazer o que sabem de melhor de acordo com suas caracteristicas; O que dizer de Robinho por exemplo ? Rapidamente assumiu o posto de maior referência técnica do Galo e é hoje o melhor jogador do Galo no campeonato e um dos melhores jogadores do campeonato até aqui. Isso aconteceu porque ele retomou sua confiança, tem liberdade pra atuar como gosta, flutuando no setor ofensivo, jogando de frente para o gol, as vezes, recompondo a linha de meias, mas sem responsabilidade tática essencial. A volta do General Donizete, que deu mais segurança a linha defensiva, a entrada do ótimo lateral Fabio Santos, o bom momento que vivem Carlos Cesar e Patric na direita, o encaixe de um sistema tático, a manutenção desse esqueleto tático, as variações durante a partida, a união e a força dos nossos heróis. 

Hoje, podemos dizer que há sim uma clara evolução e que há de fato, uma mudança de perspectiva. A alegria, a confiança, os sorrisos, a disposição voltaram com força em campo, com os jogadores, e fora dele, com a torcida. Isso se confirma no clima das redes sociais (twitter é o que eu acompanho) e no estádio. A torcida deu uma aula de futebol no sabado á noite, foi espetacular ver a torcida cantando o tempo inteiro a plenos pulmões, aplaudindo cada jogada, vibrando por cada momento e apoiando cada um dos jogadores. Patric, por exemplo, um alvo potencial de vaias, foi aplaudido por todas as jogadas e fez uma partida excelente, vibrante. Ele merecia esse voto de confiança apesar do momento e na sua posição, fazendo que sabe melhor, foi decisivo na partida, participando dos gols.

Esse, massa, é o Galo que queremos ver para o 2º turno: leve, alegre, confiante, arisco, com muita aplicação tática e aproveitando o melhor da qualidade técnica de seus jogadores, pois Fred, Robinho, Pratto, Luan, Carioca, Fabio Santos, Douglas Santos, Marcos Rocha, entre outros precisam dessa alegria pra jogar o melhor que sabem. O Galo só tem a ganhar em termos de competitividade e qualidade. O título é possível, mas com um passo de cada vez, buscando sempre melhorar e se manter confiante. Esperamos ver também a torcida como vimos no sábado, que fez do Horto um péssimo lugar pra se estar para os adversários, um lugar a se temer, pois a energia da torcida foi contagiante, vozes de todos os cantos ensurdecendo e desconcertando os adversários.

Temos 2 jogos até o fim desse turno: São Paulo fora e Chapecoense em casa. São dois adversários que costumam complicar a vida do Galo em brasileiros. É manter a seriedade e a vontade de conquistar grandes coisas, com um passo de cada vez e a torcida fazer sua parte nas arquibancadas. Se mantivermos essa união e coesão entre torcida e time e o elenco em altissimo nivel, porque não acreditar que em dezembro, vamos quebrar esse tabu de 45 anos sem comemorar o título de melhor equipe do futebol brasileiro ?

Fonte: Bruno Cantini/Atlético


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