Aqui não queridinha! (Palmeiras 2x1 São Paulo)

17:07:00

Mina bailando após marcar o gol de empate. (Foto/Fonte: Rubens Cavallari/Folhapress)

Para quase 40 mil palmeirenses  que lotaram o Allianz Parque, o Palmeiras recebeu o São Paulo, em partida válida pela rodada 23, do certame nacional. Torcida na qual empurrou a equipe para a vitória, e apoio no qual em 22 minutos, foi letal para a garantia da vitória palestrina.

O jogo em si não foi fácil, como sempre foi e sempre será complicado, jogar um clássico. Se por um lado a crise é gigantesca no rival do Morumbi, o Palmeiras buscava manter-se firme e forte na liderança do campeonato. Décimo segundo contra o líder e..? Isso mesmo, pedreira. Pedreira? Exatamente! Pois o adversário veio com a proposta de jogar nos erros do Verdão, e apostando muito na marcação. Eles iniciaram a partida com três volantes, e dois meias/atacantes que ajudavam muito na marcação. Cenário complicado, e mesmo assim, o Palestra teve as melhores oportunidades do primeiro tempo, sendo duas delas com Allione ( Não tocou na bola como queria/dava), uma com Dudu, em um voleio na entrada da grande área, uma chance cara a cara de Rafael Marques, na qual Dênis, que não é o Pimentinha, defendeu, além de uma cobrança de falta de Jean, que desviou na barreira e passou com certo perigo ao gol rival.

Ou seja, estava complicado passar sobre o ferrolho são-paulino, e por mais que houvessem triangulações, paciência na troca de passes, e segurança defensiva, não era nada mole tirar o zero do placar.

Veio o segundo tempo, e com ele um gol logo de cara. O zero saiu do placar, mas não da forma que o torcedor alviverde gostaria. Após uma cobrança de lateral, Kelvin, aquele ex-Palmeiras, ganhou disputa diante de Allione e Jean, e cruzou para Chávez ( Tinha que ser esse maldito) abrir o marcador, aos 3' da etapa final.
No mesmo instante, Gabriel Jesus foi para o aquecimento, e entrou na vaga de Agustín Allione, que havia feito uma partida discretíssima. Instantes depois veio o empate, graças ao belo cruzamento de Jean, que encontrou Mina (seus bailados são da hora) e empatou a peleja no momento no qual, o São Paulo queria catimbar o jogo e pilhar os nervos dos jogadores, aos 10' da etapa complementar. Havia impedimento do camisa 26 palestrino? Sim, depois que o tira-teima da Rede 'Nelson' de Televisão, encontrou um ângulo da Moldávia, que mostrava o impedimento. Milimétrico, existente, mas muito difícil de ser marcado. Tanto que os jogadores do próprio São Paulo não reclamaram no momento seguinte ao lance. Apenas depois da partida, o 'God of bad zaga' Maicon reclamou sobre o lance, que viu no vestiário, após a partida.

O Palmeiras seguiu pressionando, e com Jesus em campo, passou a ter maior volume ofensivo, proporcionando o caos na defesa adversária. Super Zé Roberto, teve a chance da virada, após boa jogada de Dudu e Gabriel Jesus. Mas nosso camisa 11 conseguiu o mais improvável, perder um gol, com a meta escancarada. Pegou de forma bizonha na bola, e a dita cuja disse adeus sobre o travessão.

Instantes depois, nova chance na bola parada, oriunda de um escanteio, que foi cobrando com perfeição por Dudu. Ele encontrou Vitor Hugo, que cabeceou pro gol, e com um desvio/lambisgóia maravilhoso de Lyanco, consagrou a virada palestrina aos 25' da etapa final.

O jogo seguiu com o Palmeiras com velocidade e intensidade ofensiva, tanto que Gabriel Jesus teve chance para marcar, após grande jogada sobre Wesley e Maicon. Dênis defendeu a finalização de GJ33.

O São Paulo tentou empatar, mas sem criatividade alguma, viu sua freguesia aumentar no Allianz Parque. Três jogos, três vitórias palmeirenses, NOVE gols marcados e apenas um tento sofrido. E por mais que tenham aberto o placar, sucumbiu diante da superioridade palmeirense, e recebeu algumas mensagens claras:

"Aqui não neném!"

"Aqui não queridinha!"

"Na nossa casa não, sua lambisgóia!"

"Nossa casa, nossas regras!"

Recados oriundos dos bordões do grande locutor Rômulo Mendonça, dos canais ESPN, que são perfeitos para expressarem o Palmeiras 2x1 São Paulo.

Para finalizar, destaques para Moisés, que sem ao menos ter treinado uma vez desde quarta-feira passada, atuou por quase 90 minutos, e se não foi um primor tecnicamente, foi um guerreiro em campo. Deixou a alma na partida. Além do menino Jesus, que atuou por 40 minutos, após ter atuado no dia anterior o dobro do tempo, pela seleção brasileira, em Manaus.

Que venha o Grêmio em sua Arena, se mantenha o foco, e que os 46 pontos conquistados até aqui, continuem evoluindo. Mas um passo de cada vez. A sequência segue dura, pois Grêmio, Flamengo e Corinthians, são carnes de pescoço, mas jamais temíveis!!!

#ForzaPalestra

por: Leonardo Bueno


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