Dak Prescott: o QB do futuro?

13:46:00
         O centro das atenções em Dallas, depois de mais uma lesão de Tony Romo e de uma pré-temporada animadora, é o jovem quarterback Dak Prescott. Roubando os holofotes de novatos valorizados no Draft desse ano, como Jared Goff, Carson Wentz e Paxton Lynch, existe agora uma grande responsabilidade sobre os ombros do rookie de Mississipi State. 

  Seus números na preseason chamaram muita atenção. Em três jogos, Prescott teve 454 jardas aéreas e 53 terrestres, totalizando 8 touchdowns, sendo 5 passando e 3 correndo com a bola, além de ter se mantido livre de interceptações. Esse desempenho foi excepcional, não só em relação aos outros novatos, mas também quando comparado aos veteranos. No entanto, esses amistosos não são confiáveis o suficiente para assegurar uma boa temporada regular, devido ao ritmo mais lento dos jogos, que servem de "laboratório" para os técnicos, e de adaptação para os jogadores.

  O jogo entre Dallas Cowboys e New York Giants trouxe então uma visão mais limpa do potencial e das limitações de Dak como quarterback. Mostrando consistência e paciência, ele continuou zerado nas interceptações. Além disso, soube explorar bem o grupo fraco de linebackers do Giants, já que Jason Witten (TE) foi seu alvo preferido no jogo. Contudo, o calouro não mostrou o mesmo brilho dos seus amistosos. Se portando de modo conservador, principalmente ao usar sua habilidade com as pernas que o ajudaram a escapar sem sacks, mas não contribuíram com jardas significativamente. Faltou também ser decisivo, levando em conta que ele saiu sem nenhum TD e com apenas um passe para mais de 20 jardas em seu primeiro jogo. Esse certo conservadorismo somado com a boa atuação da defesa do time adversário que neutralizou tanto as corridas de Ezekiel Elliott, quanto  o alvo mais perigoso, Dez Bryant, resultaram na derrota por 1 ponto da equipe liderada por Prescott. Sem falar na falha bizarra de Terrance Williams, que não saiu do campo para parar o relógio no que veio a ser a última jogada do confronto, negando a última chance do Cowboys de vencer o jogo. 

                          
Foto: Tim Heitman
                                           
         Em meio à isso tudo, resta uma dúvida: após observar sua performance num jogo de temporada regular da NFL, o que podemos dizer sobre o futuro de Dak Prescott nos Cowboys? O caminho agora certamente ficou mais claro. Com um pouco mais de experiência, é provável que ele se solte mais e consiga mostrar o seu lado explosivo. É importante lembrar também que Elliott se desenvolverá junto com ele, e por trás da fortíssima OL do time de Dallas existe muito espaço para o crescimento de ambos, que podem dividir a pressão de liderar o ataque esse ano. Outra fator chave é que o staff blinde do jovem QB, e não deixe que essa queda de produtividade natural o abale, se tornando uma verdadeira má fase que pode o afetar por muitas semanas, o que seria devastador para sua confiança e para a sequência de sua carreira tanto dentro do time como na liga. Nada está definido, mas o potencial é real. Porém apenas umas sequência maior de jogos poderá dizer se ele vai se concretizar. 

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Texto por: Johnny Torres

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