Pós Jogo: Fluminense x Atlético MG: O desastre de Edson Passos

18:39:00


Saudações, massa alvinegra... Nem tão felizes assim, falar sobre derrota do Galo é algo que deixa a todos nós cabreiros, mas dialogar é preciso, senhores, então vamos lá:

Um desastre. É assim que se pode definir um jogo que começou com um bom prognóstico e terminou de forma fúnebre, com um sonoro placar, que não traduz essencialmente do que se constituiu a partida, mas sim, expor as falhas que o Galo vem cometendo nos últimos 2, 3 jogos de campeonato, que precisam ser corrigidas. Daqui a pouco, chego lá, por enquanto, vamos ao jogo:

Fluminense x Atlético; Em campo, um tabu, o Galo não era derrotado pelo tricolor das laranjeiras desde 2011. Depois de uma rodada de bom prognóstico, em que apesar da vitória do Flamengo, Palmeiras saiu com um empate da casa do Grêmio e Corinthians saiu derrotado na charmosa Vila Belmiro, ficou nas mãos de Marcelo Oliveira e seus comandados buscarem diminuir a diferença e se manter vigilante em relação á tabela: A vitória significaria uma distância de 2 pontos para o Palmeiras e de apenas 1 para o Flamengo, que se irão se digladiar na próxima rodada (recomendo ver esse jogão de quarta feira, as 21:45), com isso, o Galo se manteria numa condição favorável, projetando os 3 próximos confrontos em BH, 2 como mandante e um clássico contra o Cruzeiro, no Mineirão.

E o jogo? Começou de uma maneira intensa. O Fluminense de Levir Culpi, que é um ícone da história atleticana, veio caprichosamente armado num 4-1-4-1, buscando explorar infiltrações em velocidade pelas pontas, com os ótimos Wellington Silva e Marcos Junior, tendo um bom trabalho de posse com sua linha de 4 jogadores sempre postadas na intermediária, com a batuta do também ótimo Gustavo Scarpa e o velho e bom Cícero, dessa vez, trabalhando mais na flutuação por essa linha de meio campo, armando o Fluminense. O Galo, de Marcelo, veio em sua configuração tradicional, no 4-2-3-1, com a velha recomposição defensiva rápida, alternando para o 4-5-1 defensivo. Só que desta vez (de forma correta), M.O resolveu inverter o papel tático de Maicosuel e Lucas Pratto, sendo que Pratto trabalharia mais nessa transição de meio campo, flutuando por essa linha e Maicosuel trabalharia atrás da linha de atacantes, que hora era formada por Robinho e Fred, que por sua vez, invertiam suas posições em campo. O jogo começou intenso e veloz, da maneira que o mandante queria, o Galo custou a sentir propriamente o jogo. O Fluminense tinha volume, intensidade, mas o Galo tinha a posse, a troca de passes. Nenhuma das duas equipes soube explorar propriamente essas caracteristicas, mas pelo volume, o Flu chegava mais perigosamente ao gol de Victor. Um primeiro tempo equilibrado por baixo, mas com dois pênaltis polêmicos: Aos 4 minutos, após uma linda triangulação de Pratto, Maicosuel e Carlos César, Maicosuel recebeu e infiltrou na área do adversário; Cícero, que vinha de trás, fez carga faltosa no mago dentro da área: Pênalti que o arbitro fingiu que não aconteceu. Mas o pau que bateu em chico, bateu lá em francisco. Após um trabalho ofensivo ruim do fluminense, a bola sobra pra Edcarlos, que de forma BIZONHA, perde o tempo da bola e chuta Marcos Junior dentro da área. Pênalti claríssimo que o arbitro mais uma vez, fingiu que não era com ele. 

O 1º tempo seguiu disputado, mas em uma bela jogada de recuperação de 2ª bola, após cobrança de escanteio (sim, aquela que os esclarecidos "comentaristas" teimam em dizer que não acontece no Galo, pois é um time que não tem evolução coletiva), Maicosuel encontrou Robinho, artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro com 11 gols, que ajeitou e bateu com muita qualidade no canto do goleiro. 1x0 Galo. Um gol que veio num momento providencial, pois o Fluminense era de fato melhor, agredia mais, destruía mais jogadas. A vantagem seguiu até o final do 1º tempo, mas o que chamou a atenção, além de uma possível lesão do mago, que foi substituído ainda no 1º tempo por Junior Urso, foi a IRRITANTE e RIDÍCULA passividade dos volantes atleticanos, que não davam combate com firmeza e não cumpriam sua função tática de transição da saída de bola e além disso, davam toda a liberdade para Cícero e Gustavo Scarpa se infiltrarem e criarem chances para o Flu. 

No 2º tempo, o caldo literalmente entornou... Se o Galo estava sonolento do ponto de vista tático, descompactado e desalinhado no seu esquema defensivo, com falhas grosseiras do zagueiro Edcarlos uma atrás da outra, o clube sumiu na etapa complementar. Parecia que o Galo havia desistido do confronto e pegado conexão Rio-Minas para pensar no Sport. Apenas o Fluminense trabalhou, foi mais incisivo. Entrou no início da 2ª etapa, Magno Alves, o Magnata, que praticamente desequilibrou o jogo, dando 3 passes para gol, desmantelando a formatação defensiva frouxa do Galo expondo as nossas chagas que se arrastam desde o começo do campeonato: uma péssima aplicação defensiva. O Fluminense chegou ao empate com Douglas, após um passe em profundidade do Magnata, que saiu absolutamente livre nas costas dos defensores. O gol da virada saiu com Marquinho, após um bom trabalho pelo meio, triangulando com Magnata e Marcos Junior, batendo seco no canto esquerdo de Victor. 

O 3º saiu apenas 3 minutos depois, com uma falta absurdamente ridícula de Edcarlos e uma linda cobrança, alta, forte e DEFENSÁVEL, no canto do goleiro Victor, que não teve reação no lance. Como alento, o Galo fez o seu 2º gol, com um belo trabalho ofensivo, troca de passes e muita velocidade na movimentação (a única vez que fez isso durante todo o jogo), com um cruzamento de Robinho para Lucas Pratto, que ajeitou para Otero, de carrinho, empurrar para o fundo das redes. Era a reação do Galo? Não.  O 4º gol foi uma aula de como NÃO SE DEVE FAZER UMA MARCAÇÃO. Após uma roubada de bola de magnata, ele encontrou Maranhão se infiltrando na linha de defesa, seguindo em velocidade em direção ao gol de Victor; Junior Urso teve TODAS as oportunidades para matar a jogada na sua raíz, mas fez uma marcação digna de peladeiros de toda quinta-feira, espreguiçados e embriagados, dando toda a liberdade para o Fluminense chegar ao seu gol. Nesse momento, estava decretada a derrota do Galo, não pelo placar, mas pela absoluta apatia do sistema defensivo e dos volantes, que tiveram TODOS uma atuação deplorável. Um jogo que, se houvesse chance de ser disputado de novo, talvez terminaria com a mesma sorte, pois o desempenho estava longe daquilo que estamos acostumados a ver.


Nota positiva sobre hoje: Robinho assumindo a artilharia do campeonato. Neste momento, ele é o bola de ouro da Placar e larga á frente como melhor jogador do campeonato. Que continue assim, pois o nosso R7 merece TODAS as glórias pelas alegrias que vem dando á massa.


Nota negativa sobre hoje: Começo por onde? pelos volantes fantasmas, pelo show de horrores do Edcarlos, ou pelos suspensos? Um alento é que temos a possibilidade de volta de alguns titulares para a próxima rodada.




Vamos para o melhor em campo:

MAGNO ALVES - FLUMINENSE
Fonte: Nelson Perez/Fluminense

Magno Alves, o Magnata, 40 anos completados, mas quem diria, com um pulmão, disposição, fibra e vontade de um jovem de 18, com a velha qualidade que lhe coloca no hall dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro. Entrou durante o intervalo, fazendo muitas vezes o papel de pivô, centralizando o trabalho ofensivo do Flu e muitas vezes, buscando a ponta, flutuando e trabalhando com velocidade. Além da noite de garçom, com 3 passes anotados dos 4 gols do Flu na partida, foi a melhor figura em campo.




Quem não foi bem:

Como diz nosso parceiro de blog, o @contato_almeida, falar que Edcarlos é um zagueiro MUITO ABAIXO do ridículo, de que Junior Urso e Lucas Cândido são absolutamente displicentes com a organização tática da equipe é chover no molhado. Quando uma equipe perde, não é demérito apenas de um. Hoje, fica difícil escolher, passo o mérito da culpa á todo o elenco, que sabe que precisa melhorar.



Concluindo:

Uma atuação desastrosa? Sim. Uma derrota dolorida? Sim. A equipe foi apática em grande parte da partida, permitiu o adversário jogar, tomar as ações, foi nem um pouco intuitiva, com uma atuação apática e ridícula principalmente do trio de volantes? Sim. Mas é a hora de se jogar a toalha? O Fred virou Vanderlei do dia pra noite? Lucas Pratto tem que se lesionar porque está mal? Ninguém presta? Eu não gostaria de criticar a torcida nesse momento, mas a síndrome da Maria acomete uma parcela cada vez maior da torcida alvinegra. Em condições normais de temperatura e pressão, com um time brigando pela ponta, enfrentando um adversário qualificado como o Fluminense, a derrota era uma possibilidade. Não se entra vencedor de uma partida que não foi disputada ainda em campo... O Campeonato Brasileiro não possui 19 Américas... Os adversários não são bobos, a atmosfera muda a cada rodada. Mas parece que nada vem sendo suficiente para os inquisitores de cada derrota. A cada derrota ou mal resultado, são criticas pesadas (algumas até ridiculas) em cima de jogadores, técnico... Sabe o que mais chateia esse que vos escreve: É um comportamento adestrado por pessoas que formam opiniões em programas esportivos de rádio e TV, que repetidamente caçam bruxas e apontam erros aonde não existem. O Galo comete erros, isso é fato. Ontem, cometeu erros crassos, que não pode voltar a cometer mais a frente se ainda quiser sonhar com o título, mas afinal, torcedor, seja sincero: Somos Atleticanos ou torcedores? O conselho que dou é que a poeira seja levantada e que a vida prossiga. Faltam 13 rodadas, ainda há muito o que acontecer, coisas podem mudar, mas lembrando que só depende do Galo moldar sua própria sorte. Nós não temos poder de demitir, contratar, substituir ou massacrar ninguem, somos apenas atleticanos e por isso, devemos ir ao campo e apoiar mais, vibrar mais, lutar mais, FAZER O GALO GANHAR. 

Fica a dica: Ir ao estádio só quando o time vence, criticar sem razão, subir no salto alto da arrogância é coisa de MARIA.




Diz ai, Marcelo Oliveira:


A gente controlou bem o jogo, no primeiro tempo. Em duas oportunidades tivemos de marcar. A primeira foi com o Léo e a segunda fizemos com o Robinho. O segundo tempo não foi o que a gente esperava. O Fluminense não tinha jogador-referência. Eles estavam correndo nas costas dos nossos zagueiros. O Fluminense teve oportunidades de contra-ataques. E chegou nos nossos erros. Saída de bola errada, desatenção na cobrança de lateral e o último gol em que nos lançamos ao ataque. Foram muitos erros em um jogo só. E errar no Brasileiro você fica próximo da derrota.



Scouts do jogo:

GALO: Victor; Carlos César, Léo Silva, Edcarlos, Fábio Santos; Rafael Carioca, Lucas Cândido (Carlos Eduardo); Maicosuel (Junior Urso), Pratto, Robinho; Fred (Otero)

Técnico: Marcelo Oliveira

FLUMINENSE: Júlio César; Wellington Silva, Henrique, Gum, William Matheus; Douglas, Cícero; Gustavo Scarpa, Danilinho (Magno Alves), Marcos Junior (Marquinho); Wellington (Maranhão).

Técnico: Levir Culpi

Gols: Douglas, Marquinho, Gustavo Scarpa, Maranhão (FLUMINENSE); Robinho, Otero (GALO)

Cartões: Amarelo -->  Wellington (FLUMINENSE); Otero, Lucas Pratto, Edcarlos, Carlos César (GALO)

              Vermelho --> Nenhum.



PÚBLICO E RENDA:


Público: 7.864 pagantes 



Renda: R$ 189.200,00







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