Pós Jogo - Ponte Preta x Atlético MG: Do inferno ao céu em 20 minutos

00:25:00


Saudações, massa alvinegra, tudo bem ai? temperatura abaixou? agora que tá tudo fresco, vamos dialogar.

Antes de mais nada, um pedido de perdão da pessoa que vos fala por não ter postado o pós-jogo do super clássico. Foi quase um pecado capital não ter falado sobre o (não tão bom assim) clássico, pois como a vida real, aquela que vivemos fora das redes sociais é implacável quando se assumem compromissos, acabei ficando SUPER enrolado com faculdade, trabalhos e afins. Na próxima, trago um doce ou uma goiabada pra comer com queijo das viagens que fizer kkkkkkkkk

Vamos lá,

Como definir a classificação ás quartas de final da Copa do Brasil 2016? Heroica? Merecida? Mais do que a obrigação? Pra mim, com pesar... Mais abaixo, no final do texto, digo o porque.

Uma partida com todos os ingredientes de um jogo emocionante. Em campo, aquela que é considerada concorrente direta ao título do maior certame nacional, o Brasileirão. Do outro lado, uma equipe que faz uma ótima campanha, principalmente em seus domínios. Do jogo passado, no Mineirão, não houve vencedor, mas a Ponte Preta tinha motivos suficientes pra sorrir, pois fez o que se precisava pra sobreviver na competição: levar a decisão para o seus domínios. O que se observou na partida, desde o início, foi uma equipe fiel ao seu esquema tático, armada no 4-2-3-1, buscando se espelhar no esquema tático utilizado pelo Galo, mas buscando fazer uma marcação de aproximação, com 3 volantes organizando a linha de marcação, que chegava a ter 5 homens fixos na intermediária do Galo. A Ponte nos dava todo o espaço e liberdade para trabalhar a saída de bola, mas fechada os espaços da intermediária justamente para surpreender o Galo nos contra-golpes. E o que fez o Galo? Sim, aceitou PASSIVAMENTE o jogo da Ponte Preta desde o início. 

Os primeiros minutos pareciam roteiro de filme de terror Noir, aonde você presencia a cena com suspense, mas nada podia interpretar, pois a falta de organização e desalinhamento tático do Galo em campo era comovente. Novamente, a exemplo do clássico (eu vi um pouco dele sim, vou mentir não), o Galo se organizava no 4-2-3-1, mas buscando incutir no Otero as características do Maicosuel. Otero é um jogador que tem uma boa condução, habilidoso, trabalha muito bem em espaços reduzidos, mas é um jogador mais agudo, não sabe infiltrar pelo meio, transicionar pela linha de meias, flutuar nas linhas ofensivas... É visível que ele tinha sérias dificuldades e a equipe sofria em campo. Desde o começo, o Galo tinha volume, mas faltava uma troca de passes. A equipe abusou do direito de errar passes e de fazer ligações diretas, o que facilitava ainda mais o jogo para a Ponte Preta. 

Aos 12 minutos, uma sequencia de erros da defesa alvinegra, bola perdida na intermediária, contra-golpe muito bem orquestrado, que terminou nos pés de Roger, que tradicionalmente não perdoa: 1x0 para a Macaca. O gol acabou trazendo ainda mais tranquilidade para a Ponte, que controlou bem as ações do jogo, na sua estratégia, e o Galo não conseguia responder a altura, demonstrando sérias dificuldades pelo meio campo. Lucas Pratto parecia mais um coadjuvante, Clayton e Otero pareciam mais secretários de laterais, e o Galo ia definhando. A Ponte foi amplamente superior no 1º tempo e merecia vencer POR MAIS GOLS. A partir daí, se esperava uma postura diferente e alteração de peças. Cazares tinha que ter entrado NO PRIMEIRO TEMPO, mas o que se esperava, não aconteceu: O Galo volta para o 2º tempo displicente e desinteressado e a Ponte, mais do que interessada. Aos 2 do 2º tempo, uma ducha de água fria: mais um erro de transição de saída de bola do Galo, roubada da Ponte na intermediária e a felicidade de Felipe Azevedo, que bateu com rara felicidade e fez um golaço, encobrindo Victor. 2x0 Ponte. Não precisa nem dizer o humor dos atleticanos que acompanhavam o jogo, mas a parte da MALDITA corneta, eu deixo pro @contato_almeida discorrer kkkkkk.

A partir daí, esperava-se uma atitude de Marcelo Oliveira e seus comandados. A passividade era irritante, mas a luz da consciência finalmente baixou no Galo, afinal de contas, equipe e técnico perceberam que Galo e Impossível não se misturam. Quem veste essa camisa, tem que deixar a alma em campo, pois a "Atleticanidade" flui. Foi o que aconteceu: Três ótimas mexidas de Marcelo. Aos 15 minutos, sai Otero, entra Cazares. E que jogador diferenciado e fora da curva é a nossa joia da 11. Quando entrou, passou a exercer a função que a equipe necessitava, flutuando entre as linhas ofensivas, distribuindo e organizando o meio de campo do Galo. O time passou a ter volume e posse, passou a agredir o gol da Ponte, a incomodar e tirar a macaca da zona de conforto. Em uma linda jogada, Cazares limpa a marcação e da um passe em profundidade para Lucas Pratto, em posição legal, conduzir, driblar o zagueiro e dar um toque no contrapé de Aranha, marcando um lindo gol: Era o gol que poderia nos tirar do inferno e dar uma passagem de ida para o céu. A partir daí, a Ponte se desconcentrou na partida e o Galo passou a dominar as ações, após 70 MINUTOS assistindo o adversário jogar da forma que bem entendesse. Nesse meio termo, entram Hyuri e Dátolo, saíram Clayton e Rafael Carioca. Hyuri entrou muito bem, recompondo com qualidade o lado direito e participando das ações ofensivas. Já Dátolo, que entrou para auxiliar Cazares no trabalho pelo meio, mais pela direita, foi o dono do passe originado da cobrança de escanteio que deu ao Galo o empate heróico: Cobrança no 2º pau, a bola sobra pra Robinho, que não perdoa e faz seu 23º gol com a camisa do Galo na temporada (como anda fazendo gol o menino Robson!! Nasceu pra vestir essa camisa, pois a genialidade nós já sabemos de cor e salteado que é natural da sua pessoa).

O jogo virou um tudo ou nada. A Ponte, assustada, foi pra cima pra tentar o gol de desempate. Já o Galo, restou a experiência. Chances de lado a lado, mas venceu o "EU ACREDITO". E assim termina a epopeia de quarta feira, com o Galo classificado, talvez sem merecer, mas quem disse que futebol premia só pela competência? Quando se fala de Atlético Mineiro amigos, não há previsibilidade, há confiança e espirito de luta.




Nota positiva sobre hoje: O retorno do contestável, ídolo para alguns, mas para os mais exigentes como eu, um jogador que precisa mostrar mais, Dátolo. Não tenho nada contra o jogador, mas eu tenho gratidão pelo o que fez e tenho certeza que, motivado e afim de atuar pelo Galo, COM CONTRATO RENOVADO (POR FAVOR, DIRETORIA DO GALO, VAMOS AGIR E RESOLVER ESSA PELEJA), pode render e dar mais alegrias ao Galo.

Nota negativa sobre hoje: Alguma ideia além daquilo que aconteceu em campo? Eu não tenho nenhuma.




Vamos para o homem em campo:




LUCAS PRATTO - GALO
Fonte: Bruno Cantini / Atlético MG

Eu não vou nem discorrer da importância que o Urso tem para o elenco, muito menos dizer aqui que se trata de um jogador diferenciado e fora da curva, isso estamos cansados de saber, mas o que esse homem vem sofrendo na mão da SWAT CORNETEIRA atleticana é algo inacreditável. Vai desde "bem que poderia tomar um cartão, se contundir ou ir pro banco" até "Jogador mercenário e preguiçoso". Eu vou ser curto e grosso pra essa turma: Acho melhor vocês passarem a ver futebol. Se vocês observarem bem, tem um camisa 9 no Galo chamado LUCAS PRATTO, que além de deixar a alma em campo, é extremamente voluntarioso. Quando não estava em sua função, estava ali recompondo a linha de meias, flutuando pelas pontas, dando combate, disputando bola. E você ai, corneta do C!#!*#@, enchendo a P!@#@# do saco. Obrigado Pratto, estarei aqui sempre á te apoiar, bruxo.




Quem não foi bem:


Caso eu fosse um pouco mais conservador, muitas peças entrariam nesse rol, mas eu prefiro atestar aqui que o futebol é coletivo, e até certo ponto, quase todos foram mal. Portanto, escolham o buda de vocês e vida que segue.



Concluindo:

Uma classificação heroica, com todos os ingredientes que caracterizam aquilo que é o Galo: a banalização da palavra impossível e improvável. Ao final do jogo, juro que senti aquele gostinho de quero mais de 2014, durante aquela campanha mágica, mas temos que reconhecer que MUITAS COISAS precisam mudar em relação á postura tática e animosidade dos atletas e PRINCIPALMENTE o técnico. Tirando os erros técnicos em campo, que toda equipe está sujeita, o Galo vem demonstrando seguidamente déficits de concentração, chegando a ficar apático em alguns momentos. Esse comportamento se repete em partidas fora de casa, em que o nível de concentração precisa justamente estar mais alto, pois os adversários vão dar poucas brechas em seu território. O que se viu hoje foi uma sequencia de erros, desde a insistência TEIMOSA de Marcelo Oliveira em apostar em variações táticas incompatíveis com as características da equipe, fazendo por exemplo, a equipe se organizar em duas linhas de 4 conservadoras e sem mobilidade, fincadas na intermediária, tentando explorar contra-golpes sem a presença de alguém pra articular as jogadas, como a insistência em deslocar peças para realizarem funções que não são de sua ossada. Pego como exemplo, Otero, que já está CLARO que não rende como meia de articulação, flutuando pela linha de meio campo, pois ele naturalmente se desloca para o lado, pois essa é sua característica, e acaba deixando espaços pro adversário explorar e sufocar o Galo, coisa que anda acontecendo frequentemente nas ultimas partidas. Mas pra isso, cabe correção do técnico, pois nós não temos poder para mudar convicções, mas podemos esperar sim evolução da equipe nos próximos confrontos. Acredito eu que essa classificação motive nossos heróis a seguir em frente para conquistar algo grande nessa temporada. 

Em relação á turma da SWAT corneteira, vou deixar pra uma outra oportunidade.




Fala, R7 (você é um MONSTRO, mlk!!)

"Graças a Deus a gente conseguiu a classificação. Nosso time não desistiu em nenhum momento. Nós merecemos porque fomos o time que mais buscou o gol" 



Scouts do jogo:

GALO: Victor, Carlos César, Léo Silva, Erazo, Fábio Santos; Rafael Carioca (Dátolo), Junior Urso; Otero (Cazares); Clayton (Hyuri), Robinho; Lucas Pratto.

Técnico: Marcelo Oliveira

PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba (Wellington Paulista), Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Reinaldo; João Victor, Maycon; Thiago Galhardo (Elton), Claysson, Felipe Azevedo (Jeferson); Roger.

Técnico: Eduardo Baptista

Gols: Roger, Felipe Azevedo (PONTE PRETA); Lucas Pratto, Robinho (GALO)

Cartões: Amarelo -->  Jefferson, Elton (PONTE PRETA)
              
              Vermelho --> Nenhum.


PÚBLICO E RENDA:
8.588 pagantes 
Renda: R$ 186.700,00


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