A Tecnologia no Futebol: Heróina ou Vilã?

22:05:00
Francisco Nascimento, anulou gol irregular de Hernán Barco$, em 2012, com interferência exterior. Foto: Agência Estado

O Lado P da Bola de hoje, aborda o tema mais caótico do Futebol Brasileiro em 2016: Arbitragem com regularização da tecnologia,  outras variantes da partida. Afinal, pelo Futebol, e consequentemente pelo Palmeiras, o que pode ser feito para haver justiça, nas arbitragens nacionais e mundiais? E a tecnologia é heroína ou vilã? Vejamos a seguir:

Semana passada houveram uma série de erros quanto a isso. O Fluminense levou o caso de interferência externa que ocorreu no Fla-Flu,  que ajudou a anular o gol de empate para julgamento, e até que o julgamento fosse feito, a pontuação daquela partida seria anulada. Sendo assim o Palmeiras que antes estava com 4 pontos à frente, hoje está à 7.

Temos que ser parciais, é claro que muitos times são beneficiados e outros prejudicados pela arbitragem, o Palmeiras até a 15° rodada teve de 5 à 8 erros que prejudicaram o time, apesar de várias vezes ter sido prejudicado quando o time do Palmeiras se beneficia de algum erro, se torna de certa forma um escândalo. Com a tecnologia, os erros de arbitragem seriam bem mais fáceis de serem contornados, mas como a FIFA proíbe o uso de interferência externa, o jeito é esperar que o trio de arbitragem erre o menos possível.

Na última rodada contra o Figueirense, Paulo Nobre foi “bombardeado” por jornalistas que o alfinetaram por conta de sua coletiva, para mostrar a sua indignação, quanto a interferência externa que ocorreu no clássico carioca. Em sua coletiva, Paulo Nobre foi bem claro, mostrou o quanto estava indignado com a pressão que foi colocada em cima do trio de arbitragem da partida, mas em momento algum Nobre chega a reclamar da arbitragem, o mesmo disse que nenhum juiz entra mal intencionado na partida.



E Diante da atual situação da arbitragem brasileira, muitas pessoas têm se questionado sobre como seria se o futebol, assim como vôlei, tênis e outros esportes, adotasse o uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem, o chamado “desafio”, onde os técnicos têm um determinado limite para solicitar imagens, e se estão corretos o árbitro volta atrás na decisão inicial. Seria necessário um tempo para adaptação, o ideal seria começar por campeonatos menores, como os estaduais.

A polêmica do momento é a confusão no último clássico carioca, o FlaFlu, e fica a questão, se no futebol tivéssemos o “desafio”, e fosse permitido consultar imagens da TV, toda a confusão teria sido evitada? O jogo ficaria paralisado por tanto tempo?
Já está mais que na hora dessa questão ser estudada, a arbitragem, além de precisar se profissionalizar, precisa de um auxílio. O esporte mais popular no mundo ainda é prejudicado, não por má fé, mas por limitação da capacidade humana de enxergar se, por exemplo, a bola saiu/entrou completamente, ou o jogador estava milimetricamente impedido, se a falta foi dentro ou fora da área, entre outras situações. Há lances que são vistos e revistos na TV, e mesmo assim ainda deixam dúvidas, e os árbitros precisam decidir ali, na hora, sem ajuda nenhuma, o que vão marcar.

O jogo de futebol evoluiu, os jogadores são mais rápidos, as jogadas também, é necessário acompanhar a evolução e não há dúvidas que independentemente da cor da camisa vestida, todos querem um jogo justo, e talvez com o auxilio da tecnologia isso seja possível.

Por: Laísa Carvalho e Vitany Fernandes


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