Desculpem o transtorno, mas precisamos falar sobre futebol!

18:20:00
Canário, o mascote da seleção nacional. Bruno Figueiredo/CBF

Vivemos em tempo de fatos e afetos de personalidades que não deveriam fazer parte do espetáculo. "Fatos" que acontecem durante uma partida, que acabam passando despercebidos do quarteto de arbitragem, mas que infelizmente se tornam pressão nos bastidores do STJD. As denúncias de procuradores torcedores, fazem da festa em campo, um circo fora dele. Tudo porque muitos não sabem separar o lado profissional, do lado "afetivo" do torcedor que eles são.

Alguns, aparentemente, nem são torcedores, mas aproveitam a dimensão do esporte para conseguirem 1 minuto de fama. A reclamação é geral, e depois que esses promotores começaram a colocar as manguinhas de fora, o futebol, que não é essa organização toda, virou terra de ninguém. Mas a culpa não é totalmente deles promotores, mas muito também dos clubes, que, procuram, unica e exclusivamente o benefício próprio, ajudando a enforcar o futebol brasileiro, que já é ruim graças a situação econômica do país, e também a violência sem freio, que afasta o torcedor de bem. A individualidade em uma competição que preza pela união, faz desses dirigentes, os verdadeiros vilões do futebol. Brigas por vaidade, por inveja e por querer ser mais do que o outro, só tem deixado o futebol mais dividido, mais pobre. Quem está se apequenando é o futebol brasileiro, pela falta de organização, pelo entrometimento extra campo, e pela imaturidade dos dirigentes, que se afastam do bem comum.

Torcedores, clubes, todos perdemos enquanto uns poucos ganham, e vamos vendo o futebol morrendo, e só não morreu porque o amor pelo clube não permite, porque alguns torcedores ainda conseguem passar a paixão que um dia foi passado para ele, assim como vem de geração em geração, mas cada vez menos. Em tempos de videos games, internet e claro, o bom futebol europeu, precisamos nos unir, e não nos matar. Cada vez que um dirigente vem a público desdenhar de um clube adversário, quem perde é o futebol.

Cada vez que um promotor quer aparecer mais do que sua verdadeira função, quem perde é o futebol. Cada vez que um jornalista, usa de seu poder, chamado microfone, para tomar partido da camisa que veste por baixo do paletó, quem perde é o futebol. Quando uma imagem é usada para interferir em uma partida (hoje não é permitido), quem perde é o futebol. Sobre o uso da tecnologia no futebol, tenho certeza que será muito bem vindo, e teremos cada vez menos a interferência de procuradores e repórteres, além de acabarmos com simulações de jogadores em campo, a preocupação será somente jogar. Mas não podemos esquecer que, é preciso profissionalizar a arbitragem, independente de tecnologia, porque assim, não teremos a necessidade, muitas vezes, do uso de imagens para confirmar ou desmentir um lance.
Como mostra meu texto, nos últimos anos estamos falando mais de "nada", do que do futebol, porque a única coisa que tem que somar e unir, é o futebol. Atenção dirigentes! Não deixem o futebol brasileiro morrer!


Forte abraço

Claudio Ricci


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