Pós Jogo - Juventude x Atlético MG: Do delírio ao orgulho

23:11:00


FAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALA CAMbada ! Saudações. Muito tempo sem escrever pro blog, não é!? Vida pessoal movimentada, faculdade, trabalho, contas, afazeres, responsabilidades... Coisas que acabam tomando nosso tempo, mas como toda coisa prazerosa da vida, tem o seu momento de paz (sim, eu gosto de trabalhar e de estudar, me sinto útil e feliz aprendendo e servindo)

Mas vamos ao que interessa?


Como eu havia dito no pós jogo do primeiro jogo: Dos menores frascos se armazenam os mais perigosos agentes químicos. Uma antítese de qualidade, tamanho da camisa, projetos e ambições. De um lado, um time, agora de Série B, que busca retomar as glórias do passado com um projeto primoroso de recuperação. Esse é o Juventude. Do outro lado, um dos maiores clubes do futebol sul americano, buscando retomar a sequencia de conquistas de títulos que impunha desde 2013, afinal, o Galo é o maior ganhador de títulos dos últimos 5 anos, com a Copa Libertadores da América e a Recopa Libertadores da América com alicerces de um grande momento que vivemos em nossa história. Tudo isso foi a campo? NÃO.

Estava em jogo uma vaga ás semifinais da Copa do Brasil. De um lado, uma equipe buscando confirmar seu favoritismo, de um outro, um adversário que deixaria a vida em campo. Apesar da vantagem, ao Galo não se permitiria dar sopa ao azar, já que trata-se de um adversário, segundo o dicionário do futebol, MATREIRO, esperto, muito bem organizado em suas linhas, compactado, trabalha bem a posse, preenche bem os espaços. O Galo veio numa formatação arriscada: no 4-3-3, com 3 volantes, dois organizando pelo meio e um flutuando pelo setor ofensivo; Já o Juventude, no 4-2-3-1, equilibrado em seus setores, buscando imprimir seu ritmo. A partida começou com pressão inicial do Papo (apelido do Juventude), com boa movimentação pelo meio campo, graças aos espaços deixados pelo Galo. Aos 30 segundos de jogo, veio a surpresa: Gol do Juventude. Em uma jogada bem trabalhada pelo setor direito, com boa triangulação de Roberson e Pará, que cruzou para a área, que encontrou Hugo Almeida, com competência e uma leve pitada de sorte, cabeceou para o gol, mandando para o canto. 1x0 Juventude. A tranquilidade atleticana, proposta na teoria pelo manager Marcelo Oliveira acabou dando lugar á tensão... 

A partir daí, o Juventude passou a controlar o jogo, tendo mais posse e trabalhando melhor, principalmente pelos lados do campo. O lado direito atleticano era a mina de ouro alviverde, sempre buscando jogadas de ultrapassagem, fazendo o 2 contra 1, trazendo uma dose de desespero ao time atleticano. O Galo demorou para entender o jogo e absorver o gol, mas passou a se abrir, a avançar suas linhas, a reter a posse de bola do Juventude e imprimir seu ritmo. A partir daí, o Galo passou a dominar o jogo e criar mais chances, principalmente pela direita. Robinho, que até os 15 minutos era uma figura bem anulada pelo bom esquema defensivo comandado pelo técnico Antônio Carlos Zago, passou a flutuar mais pelo setor ofensivo, a chamar mais a responsabilidade e tranquilizar o time alvinegro, colocando a bola no chão, fazendo o Galo JOGAR. Era isso que a equipe precisava até ali. A partir daí, começou a brilhar a estrela do primeiro personagem da noite; Elias, goleiro do Juventude, que por sinal, já já estará vestindo a camisa de um dos gigantes do futebol brasileiro. O Galo criava chances e tinha volume, a medida que nos contragolpes, o Papo chegava sempre inteiro, com 3, 4 jogadores, procurando surpreender o Atlético. Enquanto o Galo abusava de cruzamentos e chegando com perigo, do outro lado, o Juventude obrigava Victor a trabalhar com mais intensidade. Até chamo a atenção para uma ótima jogada de ultrapassagem pela meio, BEM ANULADA. Se não fosse a posição de impedimento de Hugo Almeida, seria o segundo gol. A 1ª etapa terminou com superioridade Atleticana em números e na prática.

Na 2ª etapa, um jogo pragmático. Um Juventude mais ligado, um pouco mais aceso, porém, sem força nas puxadas de contragolpe. Já o Galo, que vinha muito bem até ali, voltou para o 2º tempo desatento, apagado. Pouco criava, pouco incomodava o goleiro Elias. As CLARAS deficiências expostas pelo Galo ao longo de todo o 2º semestre foram um pouco amenizadas com a saída de Rafael Carioca, que tá precisando se explicar em campo, para entrada de Clayton. Nada mudou do ponto de vista ofensivo, pois Clayton estava em seus piores dias com a camisa atleticana, mas a equipe passou a ter melhor recomposição defensiva e passou a se organizar melhor em sua linha defensiva, pois agora os dois pontas, Otero e Clayton, passaram a cobrir os lados do campo, facilitando a vida dos dois alas do Galo e dificultando um pouco a vida do Juventude, que pareceu mais estático em campo. Enquanto o Juventude não criava forças, o Galo passou a controlar as ações em campo, passando a criar sucessivamente chances de perigo. 3 delas pararam em Elias. Uma delas, com Clayton na entrada da pequena área, batendo de surpresa, obrigando Elias a demonstrar puro reflexo. Aos poucos, pelo cansaço provocado pelo gramado, alto e encharcado e pela temporada, as duas equipes acabaram abandonando suas propostas táticas e partiram para o tudo ou nada, com chances perigosas de gol pra todo lado. O Juventude chegava sempre com perigo, enquanto o Galo investiu DEMAIS em bolas aéreas, triangulando pouco pelo meio e cruzando bolas em excesso pra área do Juventude. O clima de tensão tomou conta do 2º tempo. A qualquer momento, alguma coisa poderia ser definida: o fim da linha para qualquer uma das duas equipes. A partida acabou com vitória do Juventude, mas não suficiente para lhe dar a vaga. Apesar de estar mais inteiro, não foi melhor. O Galo foi superior durante a partida, mas estava muito pouco produtivo no setor ofensivo.

1x0 para o Juventude e a partida ia para as cobranças de pênaltis. Eu sou cético em relação á várias coisas... Mas não há ceticismo quando a paixão veste preto e branco. Não há SANTO maior do que aquele que veste a 1. Eis que brilhou a estrela de Victor, o maior goleiro da história do Galo. Mais uma vez glorificado, santificado e canonizado, defendendo duas cobranças do Juventude. Fábio Santos, Gabriel, Lucas Pratto e Cazares converteram suas cobranças e ajudaram o Galo á se sagrar semifinalista da Copa do Brasil. A tensão, em campo, nas casas, nas redes sociais, o delírio de se dizer "eu estou eliminado" acabou se transformando no orgulho de dizer "AQUI É GALO, PORRRAAAAAAA!!!!". Mais uma vez, santificado seja vosso nome, São Victor do Horto, mais uma vez, você planta uma semente de orgulho e reverência no coração de cada atleticano que gritou seu nome em campo. 

Assim terminou o difícil embate: Galo classificado. Juventude eliminado. Justo, pois foi definido apenas nos detalhes. Eram eles que acabariam fazendo a diferença entre uma equipe que joga a vida e outra que precisa se justificar. Sobre isso, vou entrar em detalhes daqui a pouco.



Nota positiva sobre o jogo: Brilhou mais uma vez a estrela de São Victor. Isso já basta, não ?!


Nota negativa sobre o jogo: A lesão do MAIOR JOGADOR DA HISTÓRIA DO ATLÉTICO MINEIRO, ATÉ MAIS QUE RONALDINHO GAÚCHO: Leonardo Silva. Nosso capitão, com 279  jogos com a camisa do Galo, 7 títulos, 28 gols, o que mais vezes vestiu nossa camisa em 7 anos, o que mais honrou o nome de Minas no cenário esportivo mundial. EMPOLGUEI ! mas sou fã assumido e confesso de Léo Silva. Léo Silva acabou se lesionando aos 22 minutos da 2ª etapa. Hoje, sexta feira, dia 21/10, a data que escrevo esse pós jogo, infelizmente os exames detectaram uma ruptura de ligamentos do músculo adutor da coxa direita. Não volta mais nessa temporada. Ao nosso eterno capitão, desejo uma boa recuperação. Nós te amamos, Léo. Esperamos que você levante mais um caneco ao fim dessa temporada. 



Vamos ao melhor homem em campo:


VICTOR - GALO

Fonte: André Fidusi 

Essa imagem do brilhante cartunista e desenhista André Fidusi foi propositalmente escolhida. Ela representa o que é e o que representa a vossa santidade Atleticana: São Victor do Horto. O goleiro que nos libertou, o goleiro que nos salvou em momentos inócuos, o goleiro que se fez uma fortaleza nos momentos de dificuldades, que sempre assumiu a responsabilidade, que sempre procurou melhorar, se aprimorar. É peça fundamental e intocável da memória e do time atleticano. Hoje, mais uma vez, mostrou que até o atleticano mais incrédulo, mais CORNETA e mais IRRITANTE da face da terra (TEM MUITOS ESPALHADOS POR AI) pode gritar ao sete ventos: PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, VICTOR !!! Não é só do Brasil, você não cabe no país tupiniquim Victor, você cabe em 9 milhões de Atleticanos espalhados por todo o mundo. Para o atleticano, toda a dimensão do mundo é pequena perto daquilo que você representa pra nós e pra nossa história. Obrigado pelas memórias eternas, pelas demonstrações de amor e pela classificação. Se há alguém merecendo bicho triplicado pro resto da vida, esse alguém é você, Victor. Parabéns.




Quem não foi bem:


Apesar da classificação e de ter brilhado a estrela de Victor, hoje, todo o resto da equipe merece um puxão de orelha. Isso inclui comissão técnica. Os detalhes eu vou entrar em seguida, prometo.



Concluindo:


Uma classificação que parecia certa, acabou ganhando ares de dramaticidade e terminou com drama e redenção. Essa foi a jornada do Galo pelas quartas de finais. Merecido semi finalista, pois aproveitou o momento. Pênaltis são loteria, pode se errar ou acertar, mas no final das contas, a equipe mais competente é sempre mais premiada. Competente nos pênaltis, mas incompetente em campo. A atuação do Galo, especialmente no 2º tempo foi MUITO AQUÉM do que se espera dessa equipe. Alias, é um ponto a se tocar ao fim da temporada: Porque uma equipe que parece encaixada, que parece encorpada produz tão pouco... E o que assusta é que isso é uma unanimidade de quem acompanha o Galo de fora e vai se transformando em unanimidade dentro da torcida. Como disse, é uma análise que se faz ao fim da temporada, pois o que nos resta agora, faltando 4 jogos para a glória e uma irrisória, porém, possível chance de título pelo Brasileirão é TORCER, APOIAR e EMPURRAR O GALO para as conquistas. Essa não é a hora, não é o momento exato de se criar especulações, de afiar a guilhotina, de se caçar bruxas ou de criar intrigas. É hora de VOCÊ, ATLETICANO largar de lado essa birra e torcer pelo Galo. Compareça ao estádio, aos bares, a casa do seu vizinho, da sua namorada (cruzeirense ou não kkkkk), vista sua camisa e gaste sua reserva de ATP TORCENDO. Você, CORNETEIRO PROFISSIONAL, guarde sua corneta e aceite esse momento. É hora de encarar a realidade e torcer até o final. Nossa realidade não vai mais fugir disso. Faltam apenas 10 jogos para o fim da temporada, não dá mais pra esperar que as coisas mudem. Preste atenção nisso e comece a torcer. Em relação á equipe, SIM, está produzindo MUITO abaixo do que pode, isso pra mim é frustrante. Também esperava algo muito melhor. Mas prometi pra mim mesmo que agora será apoio até o final e ao final, virão as críticas, que já aviso á vocês, serão MUITAS!

Que venha nosso próximo adversário, o Sport Club Internacional. Expectativa de partidas épicas, que vão começar já no do Beira Rio, dia 28/10, as 21:45, horário de brasília.

No mais, parabéns pela classificação, Galo. Próximo desafio: Campeonato Brasileiro. Figueirense, domingo, 23/10, as 19:30. 



Com a palavra, o Santo da camisa alvinegra:

"Fico feliz de ter defendido duas cobranças. O Juventude nos impôs dificuldade. Poderíamos ter feito gols no tempo regulamentar, perdemos oportunidades, o Elias foi um monstro também. Fico feliz de poder ajudar no momento certo. Eu não tinha muita informação dos batedores deles, apenas duas cobranças do Roberson. Foi mais coisa de momento, pude ir para o canto certo e fazer as defesas. O momento é positivo. Agora é focar no jogo do fim de semana e, a partir disso, estudar o Inter que vem em um processo de evolução, brigando contra o descenso no brasileiro. O Elias é um monstro. Se hoje o juventude está na Série B, deve muito ao trabalho dele. Se o Juventude levou o jogo hoje para as penalidades, também deve muito a ele. Ele tem que continuar assim. Tenho certeza que logo vamos estar trocando camisas nos grandes clubes do país"


Scouts do Jogo: 


GALO:  Victor, Patric, Léo Silva (Gabriel), Erazo, Fábio Santos; Rafael Carioca (Clayton), Leandro Donizete, Junior Urso; Robinho, Otero (Cazares), Lucas Pratto. 

Técnico: Marcelo Oliveira

JUVENTUDE: Elias; Vidal (Vinícius), Klaus, Ruan Pará; Wanderson (Vacaria), Sananduva, Lucas (Caprini); Roberson, Wallacer, Hugo Almeida.
 
Técnico: Antônio Carlos Zago

Gols: Hugo Almeida (JUVENTUDE)  (Pênaltis: Juventude 2 x 4 Galo)

Cartões:      Amarelo -->   Klaus (JUVENTUDE); Léo Silva (GALO)

                      Vermelho --> Nenhum



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