Profissional "Made in Cotia"?

Murillo Ferreira 13:28:00


Fonte: globoesporte.com

Será que finalmente veremos o São Paulo utilizando os jogadores da base no time profissional (como sempre se pregou e como gostaríamos)? Não é segredo para ninguém que o Tricolor tem um dos melhores Centros de Treinamento (localizado em Cotia) para as categorias de base do Brasil e até do mundo. Também não é segredo que o clube investe pesado nas categorias de base e, ultimamente, vem colhendo frutos ao vencer diversas competições importantes.

A intenção para 2017 é utilizar mais esses jogadores, mesclando com contratações de peso e jogadores que fazem parte dos planos do elenco atual. Na vitória contra a Ponte Preta, por exemplo, foram utilizados seis jogadores formados pelo Tricolor (sete se contarmos com Lyanco, que não é formado em Cotia, mas integrou antes a equipe da base quando foi contratado aos 17 anos). No banco ainda tínhamos Auro, Lucão e Matheus Reis.

Nos últimos anos, o Tricolor perdeu muitos jogadores com o medo de “queimá-los” colocando-os no profissional. Em outras palavras, demorou tanto para dar oportunidades para alguns que acabou “queimando-os” da mesma maneira. Quem não se lembra da dupla de laterais Lucas Farias e Henrique Miranda, que figuravam até na base da Seleção Brasileira e esperava-se muito de ambos? Foram pouco aproveitados no Tricolor, tiveram muitos empréstimos sem planejamento e “passaram do ponto” da transição da base/profissional.

É claro que a base deve ser utilizada com sabedoria e na dosagem certa. Deve-se utilizar jogadores que realmente mostram qualidade em campo. É preciso ter paciência com os garotos, mas eles também precisam entender que além deles existem outros, ainda na base, esperando por oportunidades. Um exemplo a ser citado no elenco atual é Auro. O garoto desempenhou um bom papel na base atuando como lateral-direito e foi promovido ao profissional, mas, de maneira geral, ainda não convenceu e é apenas a quarta opção no elenco atual, estando atrás até do improvisado Wesley. Na base temos Foguete pedindo passagem e oportunidade no profissional.
Fonte: globoesporte.com

Ainda falando de Auro, por se tratar de um meia de origem, ele tinha deficiências defensivas já na base e pouco foi trabalhado nisso. Hoje, no profissional, não conseguem encontrar lugar para ele, já que ele não se aperfeiçoou nem na lateral e nem no meio de campo. Ele poderia ser utilizado como um “Winger”, um meia aberto pelo lado do campo muito utilizado em esquemas atuais como o 4-2-3-1, mas hoje enfrentaria a concorrência de jogadores da base, além dos profissionais, que já estão mais habituados na posição (como Luiz Araújo e David Neres).

A nova política aplicada na base deve permitir ainda mais os investimentos e o aproveitamento da garotada no time principal. A principal ideia se aplica aos salários, sendo criado um teto salarial de R$ 10 mil para os jogadores da base, com valorização automática por objetivos (promoção ao profissional, jogos como titular, entre outros). Com isso, é instigada a competitividade entre os jogadores, fazendo com que eles se esforcem para conquistar objetivos e tentem evitar ao máximo o acomodamento.

Em 2017 deveremos ver mais jogadores da base pintando no time principal e, talvez, como titulares. David Neres, Lucas Fernandes e Lyanco são as grandes apostas dessa geração. Além de Pedro e Luiz Araújo, que vem ganhando oportunidades nos últimos jogos, eu daria mais chances ao volante Arthur e promoveria o volante Banguelê. Tentaria emprestar Auro, Lucão e Matheus Reis, buscando clubes onde eles realmente possam ser aproveitados, fazendo contratos de um ou até dois anos. Emprestar jogadores por três ou quatro meses como vem acontecendo, não ajuda no desenvolvimento do atleta.

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