O que ninguém comentou sobre a partida entre Cruzeiro x Santos: um ídolo na arquibancada

12:46:00
Você sabia que na partida entre Cruzeiro e Santos neste domingo (20) teve uma homenagem a um dos maiores ídolos do Cruzeiro?

Não houve muitos comentários a respeito deste fato, mas nesta postagem quero dar ênfase a tal acontecimento, pois ele merece ser lembrado a todo instante por ter escrito páginas heroicas em nossa história imortal de forma brilhante, como um gênio e mestre da bola redonda. 

Ele era conhecido como O Bailarino da Toca. Quem o viu jogar se encantava com seus dribles desconcertantes, seus gols encantadores e até aquele gol irresponsável que nos deu o maior título da América em 76. Já sabe de quem estou falando né?! Ele mesmo João Soares de Almeida Filho, o Joãozinho. 


Foi no Setor C inferior (amarelo  inferior) que Joãozinho foi homenageado na arquibancada do Gigante da Pampulha. Nosso ponta esquerda bailou entre os anos 70 e 80 nos gramados do Mineirão e, neste fim de semana, bailou pelo ar que circulava dentro do estádio, sendo homenageado pela Torcida Mancha Azul, que levou sua imagem estampada em um bandeirão e o agitou durante todo o jogo atrás do gol. 

Sou suspeita a falar deste homem incrível no qual tive o privilégio de conversar, por ser meu grande ídolo da história do meu clube amado. Mas, de fato, quem realmente conhece a história do Cruzeiro reconhece a grandiosidade e genialidade deste Guerreiro Imortal. Joãozinho, além de ter escrito seu nome na história e feito a história ser motivo de orgulho e glória para o clube, é um ser humano de grande coração, que tem um carinho fraternal pelos seus fãs e os trata como amigos, sem mensurar o que causa em nós quando estamos diante de uma humildade e carisma fora do normal. 

Um salve e um muitíssimo obrigado à Mancha Azul por ter homenageado este ídolo na arquibancada. Ele merece muito mais do que podemos fazer a ele, mas no mínimo devemos sempre lembrarmos dele e sermos gratos, já que muitos desta geração mal o conhecem. Nossa história deve ser exaltada a todo momento, principalmente para cobrar da atualidade respeito a tudo que temos grafado e carregamos no manto que vestimos. 

Conheça um pouco sobre a Mancha Azul:

TORCIDA MANCHA AZUL

No Mês de dezembro de 1990, alguns componentes da ex-Explosão Cru-Chopp, se reuniram no Bar do Cruzeiro, no Barro Preto para fundar a torcida organizada. O logotipo seria igual ao Mancha Negra (personagem de Walt Disney), só que teria em suas mãos dois revolveres.

A Estréia oficial da torcida nas arquibancadas foi no dia 6 de Janeiro de 1991, numa partida valida pelo Campeonato Brasileiro, uma quarta-feira em que o Cruzeiro venceu o Vasco da Gama por 3 x 0 no Mineirão. A torcida tinha vinte torcedores (componentes) na arquibancada, ou melhor vinte guerreiros que começaram a mostrar que vieram para ficar na história.

A Mancha Azul foi a primeira torcida organizada a ter a carteirinha do tipo cartão magnético.

O BANDEIRÃO 

Na tarde ensolarada em que estreou um novo manto em alusão a conquista da Taça Brasil de 66, na arquibancada bailava uma outra lenda que mais tarde viria ser tão importante quanto. Não era corpo presente, mas a alma e o espírito representado em uma bandeira, balançada com orgulho por torcedores apaixonados que trazem no coração a gratidão e fazem referência a esse grande gênio da nossa história. Seu futebol era arte e ele se divertia jogando bola para nos dar todas as alegrias que colhemos e temos orgulho de contar de geração a geração. Valeu Bailarino, Eterno Joãozinho!

Para quem não pode contemplar no jogo passado, o bandeirão estará uma última vez desfilando em meio as arquibancadas no jogo contra o Corinthians para fechar o ano de 2016 e seguirá para os EUA, onde ficará com o torcedor Fabão Massachusetts, fã e amigo do nosso querido e ilustre Joãozinho.
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