O que nos ensinou o Brasileirão 2016?

15:28:00



Palmeiras nos mostrou que trabalho é coisa séria e planejamento não se faz da noite para o dia. Com seus visionários dirigentes se consagrou eneacampeão, faturou com os patrocinadores e fez seu belo estádio verdadeiramente a segunda casa dos palmeirenses.  O segundo colocado Santos, provou que a jovialidade de um time não impede trabalho sério, basta um pouco de experiência e um treinador competente modulando os talentos. Flamengo com todo seu investimento lamenta ter apenas sentido o cheirinho do título... E o Atlético-MG? Pecou na defesa, elenco é um conjunto, é constância. Time caro para uma temporada paraguaia! E para quem era forte candidato ao rebaixamento, o que dizer de uma vaga na Libertadores? Segundo o treinador Jair Ventura, “melhor que falar é estar na Libertadores”. O Botafogo deixa orgulhoso seu torcedor!

Atlético-PR agraciado com a libertadores colheu os frutos de saber jogar em grama sintética. Mas fora de casa... Já o corintiano deve agradecer ao Cruzeiro por ter vencido na última rodada. A Libertadores seria só mais um problema dentre tantos outros, e como a arena, o time poderia cair rápido demais, seria só mais um vexame. Ponte Preta, garantiu o oitavo lugar e apresentou um artilheiro do campeonato. Grêmio poderia ter terminado entre os quatro primeiros, acabou em nono. Mas quem se importa? Após quinze anos sem títulos de grande expressão nacional, o penta da Copa do Brasil foi conquistado. Em décimo ficou o São Paulo, que neste ano escancarou todos os seus problemas políticos e só. E a Chapecoense? Ah querida Chape, você ganhou o mundo! Resta a saudades.  Cruzeiro terminou em décimo segundo. Pouco para um time acostumado a brigar pelos títulos, muito para tanto desrespeito dos dirigentes. Ah Cruzeiro, o que estão fazendo com você?

Fluminense podia mais, deixou na torcida um gosto de quero mais. Os tricolores pedem um futebol mais digno.  Sport escapou da guilhotina e consagrou Diego Souza como outro artilheiro do Brasileirão. O Coxa irregular o ano todo, carece de bons trabalhos há alguns anos. No entanto, contou com equipes piores no campeonato. Vitória trouxe a sensação Marinho e viu Argel disputar uma batalha particular com o Internacional. Agradecidos Argel, teremos Bahia e Vitória na série A, em 2017. O Internacional obrigou Piffero colocar a palavra rebaixamento no seu vocabulário. O “incaível” despencou e teve sua imagem arranhada com tanto amadorismo. Que sirva de exemplo! Figueirense deu ao Rafael Moura mais um rebaixamento, cai pela quarta vez e se torna recordista em rebaixamento. Santa Cruz e América disputaram incansavelmente a última colocação do campeonato. Acabou ficando com o time mineiro. Fica a lição que time que sobe para série A precisa de um planejamento para ao menos buscar se manter nela.

Para o próximo ano, os quatros últimos passaram a vez para Atlético-GO, o campeão da série B, Avaí, Vasco e Bahia. Aliás, o presidente que havia garantido a volta do respeito não é capaz de fazê-lo. Que sufoco hein vascaíno?!  

Neste ano, o Brasileirão estava ainda mais nivelado por baixo. Os artilheiros da competição terminaram com 14 gols. Os goleiros foram considerados os melhores jogadores de muitos times, não que não possam ser, mas na situação que o foram, representaram uma deficiência nos elencos brasileiros. Os goleiros não só ajudaram, muitos salvaram. Ainda, podemos aprender que no momento, a grandeza dos clubes não se prendem mais as glórias conquistadas, a camisa já não é tão pesada quando se tem dirigentes incompetentes trabalhando por ela. Embora o nível da competição, lembranças boas serão guardadas por cada torcedor. Aquele lance incrível, aquela defesa, aquele jogador que fez a diferença, lances, dribles... 

A única certeza é que esse campeonato 2016 vai ser sempre lembrado por todos como aquele em que a Chapecoense uniu torcidas rivais, trocou a cor do uniforme dos juízes, estampou camisas adversárias, ganhou faixas em estádios que não imaginava, fez todas as torcidas entoarem seu canto. Aprendemos o real sentido da solidariedade. Por isso, termino esse texto agradecendo a participação memorável de Danilo, Gimenez, Marcelo, Mateus Caramelo, Dener, Thiego, Felipe Machado, Cléber Santana, Gil, Josimar, Matheus Biteco, Arthur Maia, Thiaguinho, Sérgio Manoel, Bruno Rangel, Lucas Gomes, Kempes, Ananias, Ailton e Caio Júnior. 

Valeu, Chape! 

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