Como tudo começou?

19:57:00

Hoje eu escrevo pela primeira vez, para o VAI QUE TÔ TE VENDO, e confesso estar nervosa. Pensei em mil coisas para postar aqui. Escrevi, apaguei, escrevi, apaguei, escrevi de novo e repeti esses movimentos por diversas vezes. Então decidi que a melhor forma de começar, poderia ser contando um pouquinho da minha história com o Palmeiras. Estão prontos? Então vamos lá.

Há um tempo atrás quando eu ainda era criança, não havia tv a cabo na minha casa, e eu e meu pai não perdíamos um jogo do Palmeiras. Então lembro-me que por diversas vezes, ficávamos dentro do carro ouvindo os jogos no rádio, e às vezes até dávamos voltas no quarteirão para ouvir o jogo quando não era televisionado. Íamos para bares ou quaisquer lanchonetes que passassem o jogo. Até que meu pai comprou um radinho, e sentávamos na cozinha para ouvir o jogo. Algumas vezes, enquanto ele arrumava a janta, nós ficávamos atentos ao rádio para ouvir a narração do jogo do nosso tão amado Palmeiras. Saia um gol e a bagunça era certa. Uma gritaria, abraços junto com pulos de felicidade e uma euforia de outro mundo. Ficávamos tentando imaginar a cena, o lance do gol, da falta, do cartão e tudo o que os narradores falavam durante o jogo.

Até que finalmente fomos no então Palestra Itália eu pela primeira vez, e meu pai..., bom, meu pai já era um velho conhecido de lá. Lembro vagamente algumas coisas, mas outras lembro muito bem. Havia sido um presente de aniversário, junto com a camiseta verde limão e uma miniatura do mascote que guardo até hoje comigo. A mesma emoção que eu sinto hoje pisando no Allianz Parque, foi a emoção que eu senti ao pisar pela primeira vez no Palestra Itália. Um toco de gente, mal tinha tamanho e lá estava gritando, xingando o juiz e acredita que até cornetando o time? Pois é, nasci exigente até demais.

Eu não escolhi ser Palmeirense. Eu NASCI Palmeirense, desde o ventre da minha mãe meu coração já pulsava verde e branco e meu pai me ajudou a trilhar os caminhos para descobrir ainda mais a intensidade desse amor, dessa paixão e dessa admiração. Hoje ele me soltou para que agora, sozinha, eu descubra ainda mais mil e um motivos para amar tanto algo como eu amo a Sociedade Esportiva Palmeiras. Obrigada vida por me dar a honra de nascer Palmeirense. Obrigado Pai, por me ajudar a trilhar esse caminho tão lindo e marcante. Muito obrigado Sociedade Esportiva Palmeiras por existir, e por ter esse seu dom de colorir a minha vida de verde e branco.

"O verde, branco e vermelho é a cor do meu vício. Todo o amor que eu sinto por ti, eu vou passar pros meus filhos"

por: Sabrina Neri

Foto: Reprodução/FotoArena

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