Desnorteado e medroso, Tricolor passa vergonha no Allianz contra o Palmeiras.

20:17:00
Palmeiras x São Paulo Denis (Foto: Marcos Rilbolli)
Denis observa a bola chutada por Dudu entrar no gol: primeiro na arena (Foto: Marcos Ribolli)



Jogando melhor futebol até aqui e menos badalado que o rival palmeirense, o São Paulo das belas atuações deixou seu torcedor confiante para mais uma vitória em clássicos em 2017 - venceu de virada o Santos na Vila por 3x1 -. Quando chegou a hora do almoço, o sinal de perigo foi ligado com 2 palavras: "Cueva fora" e a confiança deu lugar à preocupação e ao desespero diante do que estava por vir algumas horas depois.


Foi um duro golpe para o torcedor são-paulino: ver o time que esbanjava alegria e exibia um belo futebol até aqui, ficar como a equipe que o torcedor tanto sofreu assistindo em 2016 para tentar arrancar aquela vitória, por menor que fosse o time e o futebol, o Tricolor sofria, se arrastava em campo. 


Rogério Ceni São Paulo x Santo André (Foto: Marcos Ribolli)
Mistério: Rogério Ceni fechou o último treino antes do clássico; atacar é certeza (Foto: Marcos Ribolli)

Quando o começo do jogo foi apitado, viu-se o começo de um pesadelo: o São Paulo lento no ataque, demorava para recompor a defesa e time sentiu muito a falta de Cueva, que desequilibra na armação de jogadas, dá muitas assistências e também faz muitos gols, afinal, João Schmidt tem boa condução de bola, mas não cria e Cícero infiltra bem, marca muito bem também, faz gol, mas não tem criação no meio: ficou um time totalmente acéfalo.


O primeiro tempo foi morno, de baixo nível técnico apresentado pelas duas equipes, mas dois lances mudaram a história do jogo: aos 43 minutos, Pratto dividiu pelo alto na lateral com Victor Hugo e levou a pior, quebrando o nariz e se já não bastasse a lesão de quem foi o melhor jogador tricolor numa partida totalmente ridícula para os lados do Morumbi, o torcedor foi ao desespero após ver os jogadores tricolores tendo um "apagão", quando Douglas tocou para Buffarini, que perdeu bisonhamente a bola e Dudu, correu mais que todo mundo, ficou livre da marcação e de longe, viu Dênis mais adiantado do que de costume, para fazer por cobertura e o camisa 1 totalmente incrédulo com o que estava acontecendo: 0x1 para o Palmeiras aos 46 minutos e time alviverde foi para o intervalo em vantagem.

Rogério Ceni deu uma dura no vestiário, com certeza, mas errou na substituição do único jogador tricolor que marcava no jogo: o técnico tirou Jucilei que estava tendo atuação razoável e colocou Wellington Nem e foi o começo do fim, afinal, o time já estava sem criação pela ausência de Cueva e agora reduziu o poder de marcação tirando o camisa 25.

No segundo tempo, só dava Palmeiras, para novo desespero tricolor: marcando à distância e sem pressionar muito os atacantes palmeirenses, Tchê Tchê, que é destro, se aproveitou da liberdade da marcação tricolor, fez de canhota um belo gol e aumentou o sofrimento são-paulino: 0x2 Palmeiras. 

Quando parecia que time tricolor iria "acordar" desse horrível pesadelo e ir para cima para tentar o empate até o final do jogo, o sofrimento foi aumentado e finalizado com requintes de crueldade quando Guerra recebeu de Borja jogada começada pelo ex-tricolor Michel Bastos: perto da entrada da área, deu um chute meio fraco e Dênis falhou de novo ao tentar fazer a defesa - a bola passou por baixo dele - e de forma mansa e despretensiosa, foi avançando tranquilamente até entrar no gol e estufar a rede: 0x3 Palmeiras.

Agora o foco volta para a Copa do Brasil, onde quarta-feira, às 19h30, o Tricolor visita o ABC podendo perder por diferença de um gol para se classificar à quarta fase - venceu o jogo de ida por 3x1 -.

Rumo à vitória, São Paulo!





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Bacharel em Direito, acompanha futebol desde sempre e dá seus pitacos quando é e quando não é chamado. Ama o S.P.F.C. incondicionalmente e despreza os rivais, a menos que estejam em boa fase, nesse caso, os odeia.

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