Uma noite muito louca

11:10:00
Foto: Esportes UOL

Pressão, pressão, pressão e novidade na escalação do Palmeiras. Mais uma mudança, mais uma tentativa de Eduardo Baptista em dar uma resposta às críticas exacerbadas e exageradas. 

Primeiro tempo, um desastre, deu quase tudo errado. Nossa, como o Eduardo é burro, #ForaEduardo. As redes sociais vão a loucura. Peñarol 2x0 Palmeiras. Ufa, acabou o primeiro tempo, o prejuízo poderia ter sido muito pior. 

Segundo tempo começa, já não serão mais os três zagueiros, Eduardo entendeu que errou, colocou Tchê-Tchê e Willian Bigode, tirou Vitor Hugo, um dos zagueiros e o Egídio que não acertou nada na lateral. Willian dá um chapéu na área, gol do Palmeiras. Jean recebe passe do ótimo Guerra, cruza na área, Róger Guedes perde o gol mais feito de sua carreira. Guerra insiste, briga, toca pro Felipe Mello que prometeu dar tapa na cara de uruguaio se preciso, ele rola pra Jean que acha Mina no segundo pau e o Colombiano faz uma nova dancinha. O Palmeiras está no jogo, Guerra de novo, começa a jogada, chuta pro gol, o goleiro dá rebote, a bola sobra para Jean que dá a sua terceira assistência na partida e Willian Bigode marca, do mesmo lugar de onde Róger Guedes perdeu o gol. Peñarol 2 x 3 Palmeiras. A humildade do Eduardo Baptista ganhou o jogo, mas ainda não a torcida, mas, logo ele ganhará. Fim de jogo, mas não o fim da história. 

Há quem defenda o futebol uruguaio, o de Soares e Cavani, eu também defendo, mas do Peñarol, não. O time que veio à São Paulo e seu treinador fingiu errar a alteração de um de seus atletas “para ganhar tempo”, burro, levou um gol aos 56 e perdeu a partida. O Peñarol que já criou confusão com o Flamengo em 99, o Santos em 2011, não engoliu as declarações de Felipe Melo antes mesmo da competição começar, e ao final da partida foi pra cima do meio campista do Palmeiras. 

Há quem diga que Felipe Melo deveria ter se segurado e não ter revidado a provocação. Para alguns, o jogador do Palmeiras deveria aceitar apanhar e não reagir. Meu Deus. 

Felipe Melo, com o soco que acertou no covarde jogador reserva que nem participou da partida, não só se defendeu da confusão, mas deu uma bofetada na cara dos hipócritas que defendem que a Libertadores é assim mesmo. Se é, Felipe Melo e o Palmeiras estão preparados. Como o jogador mesmo disse, ainda no jogo de São Paulo, “na força, ninguém vai ganhar da gente”. Encurralaram Fernando Prass, seis jogadores agredindo um. Eu prefiro enxergar um jogador enfrentando seis covardes. Parte da imprensa quase teve um orgasmo ao declarar que Felipe Melo era o culpado de tudo aquilo. Pois é. No Uruguai, basta ver as imagens, e verá fotógrafos e jornalistas locais batendo nos jogadores do Palmeiras. Egídio, por exemplo, levou um tripé nas costas de um desses jornalistas. Mas para alguns dos nossos representantes da imprensa, é mais fácil apontar que o erro foi do Felipe Melo. 

Mas a noite não acabou ainda. 

A confusão foi para os vestiários, xingaram o Michel Bastos, ele tentou revidar e não conseguiu, mas teve “colegas” de imprensa que preferiram noticiar que o camisa 15 do verdão foi intempestivo e partiu para cima de integrantes do time uruguaio. Tá “serto”, como se diz por aí nas redes sociais. A noite ainda não acabou, a calmaria parece que chegou, e Eduardo Baptista, o mais cobrado treinador do futebol brasileiro foi para a sua coletiva. Quem viu, notou que o treinador estava tremendo, de nervoso, pois acabou de sair de uma baita confusão que por muito pouco não acabou pior. Tremendo por conta da adrenalina que certamente foi ao máximo. 

Começa a entrevista, e a primeira pergunta ao treinador foi: Por que o Willian não jogou contra a Ponte Preta. A gota d’água para o educado treinador que até agora, quase cinco meses depois do início do seu trabalho, só respondeu sobre o seu pai, pressão e as razões dele chegar no Palmeiras, ele não aguentou. 

Foi Eduardo Baptista o porta voz de cada um dos palmeirenses que por anos se sentem injustiçados pelos programas esportivos e jornalistas que se acham acima do bem e do mal. Desabafou, esbravejou, colocou na mesa. Explicou que errou no início da partida ao escalar os três zagueiros. Isso mesmo, um técnico extremamente pressionado, admite depois de tudo o que aconteceu na noite que errou enquanto técnicos de todos os lugares do mundo encontram números e dados para esconder suas convicções que não deram certo. Eduardo foi humilde, esbravejou novamente, colocou na mesa de novo, mandou o recado a quem queria ter mandado e disse que tentou corrigir o seu erro. Ele corrigiu, o time respondeu e o Palmeiras agora tem a melhor campanha da competição. E tem “colegas” de profissão que já deram a notícia, mas com o: mesmo aos trancos e barrancos o Palmeiras tem a melhor campanha. Impressionante. 

Para mim, Eduardo Baptista fez a sua estreia ontem no Palmeiras, na coletiva. Agora vai, ou não, mas temos um técnico. E pra quem achava que o elenco estava rachado, até os profissionais da assessoria de imprensa do clube estiveram em campo para defender o Palmeiras. 

Que noite maluca senhores. Que orgulho de torcer para o Palmeiras. 

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