2005: o mágico ano do tri da Libertadores são-paulino

11:59:00

Rogério Ceni levanta a taça do tricampeonato da Libertadores Fonte: Reuters


Hoje em dia o torcedor são-paulino sofre demais, mas voltando 12 anos na história, teve motivos de sobra para comemorar: começou o ano campeão paulista, tinha bons jogadores para ganharem vários títulos pelo clube e o mais importante era quebrar o jejum de 12 anos sem a Libertadores e ter a façanha de ser o primeiro time brasileiro a conseguir o feito.

Assim como Rogério Ceni, campeão em 93 pelo próprio São Paulo de Telê, ainda como reserva, outros jogadores do elenco tiveram a chance de serem campeões por outras equipes, como são os casos de Luizão, campeão pelo Vasco em 98 e Júnior, pelo Palmeiras em 99: o técnico Paulo Autuori levou o Cruzeiro à conquista em 97.


Amoroso comemora após marcar o primeiro gol do São Paulo na final da Libertadores Fonte: Reuters

O time ficou invicto e se classificou entre os oito primeiros na fase de grupos - isso garantia o direito de jogar a segunda em casa - e logo de cara pelas oitavas, encarou o Palmeiras em dois jogos, sendo que no primeiro, disputado no Palestra Itália, vitória tricolor por 1x0 - com direito a golaço de Cicinho, gol número 10.000 da história da Libertadores - e no segundo jogo no Morumbi, nova vitória do São Paulo, dessa vez por 2x0. 
O são-paulino Júnior (à esq.) luta pela bola com André Rocha, do Atlético-PR Fonte: AFP

Classificado às quartas-de-final, os dois únicos invictos da competição se enfrentaram: São Paulo e Tigres-MEX. E por ter campanha pior que os mexicanos, o mando foi invertido e o confronto começou no Morumbi, com direito a um "quase hat-trick" de Rogério Ceni - que fez dois golaços de falta e desperdiçou um pênalti e com goleada de 4x0, com Luizão e Souza marcando os outros dois gols, na volta, no México, derrota por 2x1 e classificação garantida às semifinais.

Nas semifinais, São Paulo e Atlético-PR caíram em lados opostos da chave e enquanto os tricolores tiveram dois jogos duríssimos contra o River e venceram por 2x0 e 3x2, os atleticanos despacharam o Chivas Guadalajara-MEX com mais facilidade e pela primeira vez, a Libertadores tinha final brasileira.

Camisas e bexigas com as cores do São Paulo são lançadas antes do início do jogo Folha Imagem

No Beira-Rio, por decisão da Conmebol, já que a Arena da Baixada não comportava 40 mil pessoas,  o jogo foi bem truncado e o placar foi de 1x1 - curiosamente, os jogadores do Atlético marcaram os dois gols, já que Aloísio (ele mesmo, quem deu o passe para Mineiro marcar o gol do título mundial) marcou para o Atlético e o zagueiro Durval, marcou contra -.


Luizão chora ao comemorar seu gol, o terceiro do São Paulo no Morumbi Fonte: AFP


Mais de 70.000 são-paulinos foram ao Morumbi no dia 14 de julho: a ansiedade pelo primeiro gol acabou aos 16 minutos do primeiro tempo, com Amoroso e no fim do primeiro tempo, com um pênalti inexistente para o Atlético, Fabrício acertou a trave - alívio tricolor -.

No segundo tempo, passado o susto, o São Paulo ampliou e o jogo foi só festa: aos 7 minutos, Fabão fez o segundo, Luizão, o terceiro aos 25 e Diego Tardelli fechou a conta aos 44 minutos: 4x0 no Morumbi e São Paulo TRICAMPEÃO DA LIBERTADORES!!!


Parabéns, São Paulo!!!


Twitter: @ManoelRocha4  @Soberano













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Bacharel em Direito, acompanha futebol desde sempre e dá seus pitacos quando é e quando não é chamado. Ama o S.P.F.C. incondicionalmente e despreza os rivais, a menos que estejam em boa fase, nesse caso, os odeia.

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