A Copa Truck requer ajustes. Mas surgiu muito bem!

18:15:00

Após realizar suas duas primeiras Copas da História (Centro-Oeste e Nordeste), a Copa Truck chegará a sua última Copa da temporada inaugural, com a realização da Fase Sul-Sudeste. A princípio não haveria nenhuma etapa na região sul, porém com o Circuito dos Cristais, em Curvelo-MG ainda com reparos a serem feitos para receberem os caminhões, Tarumã foi escolhida para receber uma etapa da categoria, no dia 15 de setembro.

Mas se pode fazer uma análise sobre o ano embrionário da categoria? Sim, desde que sejam  feitas algumas ressalvas diante de uma categoria criada 'de sopetão', para preencher uma lacuna que a findada Fórmula Truck deixou.

É notório que para um ano de estreia, com ajustes sendo feitos em cima da hora e organização com curto tempo de planejamento, a categoria sofre alguns problemas técnicos. Mas ela vem caindo no gosto do brasileiro aos poucos, tendendo a evoluir cada vez mais conforme seus ajustes forem feitos. Ajustes de suporte aos caminhões, ajustes em grade de televisão, ajustes de patrocinadores e divulgação, serão fundamentais para a Copa Truck galgar o lugar que merece.

Na questão de desempenho técnico, o aporte das montadoras as equipes, sofrem com carência$ e receio$. Oriundos pela crise financeira que o país vive, e os traumas de maus tratos deixados por outra categoria. Descaso que não se nota na Copa Truck, que busca reaproximar fábricas-equipes-pilotos, visando refortarlecer um campeonato de caminhões.

A Copa não quer repetir os erros da Fórmula. Carlos Col está trabalhando e muito nos bastodres por maior integração. O produto Copa Truck aos poucos vai ganhando visibilidade, e mesmo que o projeto seja enorme e de longo prazo, tende a fazer sucesso. Primeiro que seu formato regional facilita a integração re outros campeonatos ao combo do final de semana de competições. Proximidade do público para com pilotos e 'brutos' e interatividade, contam muito para o crescimento. Crescimento que sem equipes de fábrica, não podem ajudar na evolução de desempenho dos caminhões, e que possam proporcionar maiores disputas durante as baterias.

E como isso pode ocorrer? Apoio das montadoras precisa reaparecer. Para isso a organização da Copa Truck, na pessoa de Carlos Col, visitou/visitará todas as construtoras participantes do campeonato (Man, Mercedes-Benz, Iveco, Ford, Scania e Volvo), para uma reintegração. Mesmo que epa não seja fácil, pode e deve render frutos. A Man não deixou de dar suporte técnico à RM Competições/Man Latino América. Mercedes e Iveco aos poucos, vão dando suporte para AM Competições e Lucar Motorsport, respectivamente. Ainda é pouco perto do apoio que equipes e fábricas podem ter. Ford, Scania e Volvo não investem nas competições de trucks, a pelo menos 5 anos. Se espera que para 2018 o apoio retorne de alguma forma significativa. Pois não se pode aceitar tamanha disparidade de desempenho no grid, já que mesmo em caminhões de 9 e 12 litros, com variaçôes em melhor contorno de curva e motor, havia no passado recente, um equilíbro de forças entre os competidores. Não que uma equipe despontar no campeonato, não seja bom. Mas a gente sabe que a categoria pode equilibrar muito mais as coisas, mesmo com três montadoras tendo vencido provas até agora (Iveco, Man e Mercedes).

O fato de ter o melhor caminhão, não faz Felipe Giaffone se acomodar. Ele mesmo sabe que pelo bem da competitividade, questões técnicas dos caminhões devem ser desenvolvidas. Ele nunca que irá diminuir o rítimo e deixar alguém ultrapassá-lo, por dó. Ele faz o que é seu dever: Tentar andar sempre em primeiro. E mesmo assim, na atual temporada que a Copa se encontra, nem se pode cogitar tal feito. Pois devido a todas as dificuldades de se montar um campeonato aos 35', 40' do segundo tempo, não permitiria tais mudanças. E não significa dizer que em 2018 haverá uma revolução. Pelo contrário, as alterações regulamentares deverão ocorrer aos poucos, e com apoio das montadoras. É de transcedental importância maior proximidade das empresas com o campeonato. Competitividade e atenção levam ao sucesso, que levam aos apoiadores/patrocinadores, que desencadeiam nas montadoras reinvestindo em um bom produto. Ainda pesam pilotos que se pagam para correr e manterem equipes, mesmo que nem. Demorará um tempo para a mudança desse cenário financeiro - assim espero -, mas ninguém nega que o produto é bom e que se bem desenvolvido, dará muito certo.

Suas baterias com 25 minutos, dois pódios e vários eventos durante a semana das corridas sâo bons. Mas requerem mais adendos, como alcançar visibilidade em outros mercados, como ma Fórmula Truck Européia por exemplo. Carlos Col e Felipe Giaffone (Representando a CBA e porque não a ABPA/ANET?!), estiveram em Nurbugring acompanhando etapas da categoria. E voltaram bem entusiasmados com a possibilodade de um torneio intercontinental já para 2018, conforme Felipe disse no dia 22/08 no programa Paddock GP do site Grande Prêmio.

"Como piloto torço muito para que nossa ideia dê certo. Se realizar uma etapa em que pilotos venham de lá ao Brasil, e que pilotos daqui viagem para lá para competir uma etapa de maior duração, não é nada impossível" Afirmou Felipe

Felipe também deixou claro a satisfação no que viu em termos organizacionais da Truck européia, e que sempre é bom manter os pés no chão, mas confiando que com laboro e perseverança, se podem alcançar vôos mais altos visando o bem das corridas de caminhões.

"Se depender de mim, de minha torcida e vontade como piloto, dará tudo certo e faremos acontecer. Temos a ideia de realizarmos uma etapa em Nurbugring  e outra em Interlagos. Tendo o pessoal da Copa Truck competindo lá, e o pessoal da Europa competindo aqui, em provas de duplas com maior duração. Claro que a CBA só irá expôr publicamente isso, quando estiver tudo definido. Mas a torcida que fica, é para que dê tudo certo" Concluiu.

Resumindo: A Copa Truck tem um enorme potencial, mas precisa ser ajudada e se ajudar. Sempre aperfeiçoando e buscando melhoras a categoria. Caminho é longo, com vários encalços a serem superados. Mas em clima e espírito de união, o momento não é de racha, e sim de reconstrução.









Foto: Reprodução/AutoRacing.com









por: Leonardo Bueno

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