Conheça a saga de Victor Franzoni visando a IndyCar

11:52:00

Com seus 21 anos desafiadores e bem vividos, Victor Franzoni - líder da Pro Mazda 2017 -, leva uma carreira com enormes dificuldades financeiras. Normal para 95% dos pilotos que buscam um lugar ao sol, e que principalmente são brasileiros.

Após estar na extinta Fórmula Futuro, F-3 Brasil/Sulamericana, Fórmula Renault Alps e Fórmula Renault 2.0, Victor migrou para os Estados Unidos visando seguir seu sonho, agora visando a Indy.

A Pro Mazda para quem não sabe, faz parte do "Road To Indy". De forma simples, é a segunda maior categoria de acesso para a Fórmula Indy. Junto com a USF2000 e a IndyLights, são as categorias de acesso ao mundo da IndyCar. As quais caso o piloto tenha êxito na pista e financeiro, poderão o levar a categoria maior de monopostos das américas. Como? Bom, se você for campeão da USF 2000, automaticamente você recebe o aporte financeiro necessário para estar na Pro Mazda. Caso seja campeão da Pro Mazda, galgará um lugar na IndyLights. E caso seja campeão da Lights, terá a bufunfa minimamente necessária para fazer uma temporada integrar na F-Indy.

Existe outra forma do piloto conseguir acessos dentro das categorias que antecedem a Indy: Convites  de equipes que tenham um aporte financeiro estável, ou quase isso, por causa do bom desempenho durante as provas. Mas não é algo tão normal, tendo em vista o peso financeiro. Acontece, mas não é comum.

No caso de Franzoni, a história é um pouco diferente. Entre 2014 e 2016, esteve na Afterburner Autosport, e saiu de lá, por motivos de que a grana da equipe havia acabado, para o mantê-lo. Atualmente ele está em uma boa equipe dentro do Caminho para a Indy: A Juncos Racing, a qual fechou víncuko com ele faltando UMA SEMANA para o início da temporada. Mesmo com acordo em cima da hora, a Juncos têm equipes na Pro Mazda e IndyLights. Esteve nesse ano na Indy500 competindo com um carro - Spencer Pigot -, e está trabalhando para ter ao menos um carro no grid integral da IndyCar em 2018. É uma equipe dentro das categorias de base em monopostos, de bom nível. Mas com grana limitada. Por esee fator, se faz mais desafiadora a saga de Victor Franzoni. Ele concilia pilotagens, com o trabalho de mecânico de kart/ coach de pilotos de kart. Com o 'trampo' que exerce, Victor junta economias que dão no limite dos custos, para fazer toda a temporada de 2017. Um exemplo das dificuldades do piloto, é que para estar na etapa de Indianápolis do certâme, viajou de Fort Lauderdale até Indianapolis, de carro. VINTE HORAS de viagem. É mole?

E as coisas não andam boas financeiramente. Caso Victor não consiga vencer a Pro Mazda nesse ano e não consiga uma equipe que tenha grana para sustentá-lo no campeonato, o paulista poderá abdicar seu sonho de ser piloto de monopostos. Mesmo as categorias de base dos EUA tendo custos mais baixos, em relação as categorias européias. Porém, VF venceu cinco provas nesse ano - sendo a última no último sábado em St. Louis/ Gateway -, e lidera o campeonato. Ele tem 2 pontos a mais em relação ao vice líder Anthony Martin (Austrália) 287 x 285. Restam duas provas, da rodada dupla de Watkins Glen. E caso consiga vencer o acirrado duelo pelo título, conseguirá o dinheiro necessário para galgar à IndyLights.

Acompanharemos os desdobramentos da decisão, ficaremos na torcida por Franzoni, e traremos os resultados de sua saga aqui no VQTTV e no Planeta Velocidade.









Fotos: Joey Barney/IndyCar e Reproducão/Pro Mazda.

















por: Leonardo Bueno



















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