O futebol precisa ser revisto pela sociedade

12:31:00

No último domingo (24), o volante do Corinthians, Gabriel Giroto, comemorou de forma efusiva o gol de empate de sua equipe, diante do São Paulo. E diante disso, com já dada repercussão, preciso tocar nas feridas que muitas pessoas não tocaram porque não quseram, ou por falta de conhecimento de causa.

Desde o início da década, as arbitragens mundo afora recebem a recomendação de punir com cartão amarelo, comemorações desrespeitosas e ofensivas. Pois bem, esse fato é interpretado de forma estapafúrdia por quase toda a sociedade. E nâo é exagero afirmar isso, diante de uma sociedade que se autoflagela com violência, e muitos 'não me toques'.

Antigamente, se celebrava gols provocando a torcida, dançando, fazendo imitaçôes e alusões à N fatos e situações. Alguns casos extrapolavam, mas eram excessão. O problema é que o rigor se tornou tamanho, e o pensamento pequeno de boa parte da sociedade, nos fazem tornarmos saudosistas do termo 'provocação saudável'. Isso porque se o jogador rival comemora o gol com alguma dança ou provocação, é taxado como mau caráter, desrespeitoso ou termos mais chulos, que nem irei citar aqui. Porém, se o jogador do prôprio time comemora provocando o rival, é o cara mais f*da da galáxia.

A regra se tornou rigorosa?  Ela Merece ser revista de alguma forma, para devolver o ar  saudável do futebol? A sociedade através de seus torcedores merecem rever seus conceitos sobre? Sim! Pois numa mentalidade agressiva que vivemos, o extremismo é muitas vezes maior do que o verdadeiro espírito e sentimento do futebol, e esporte num todo.

Isto posto, analisando o caso Gabriel: Provocou sim. Se excedeu ou não, cabe a cada pessoa julgar. O atleta não tem sangue de barata, por ouvir a torcida o azucrinar durante a partida, assim como o torcedor deveria se controlar de alguma forma. No MEU ponto de vista, Gabriel e torcida estão errados. Muito provavelmente os são paulinos achicalharam oa corinthianos, e os atletas muitas vezes são obrigados a engolirem sapos.

Mas se a regra está estabelecida nestes moldes rigosos provocativos, entâo que seja aplicada. Porque Gabriel não levou o segundo amarelo, e foi expulso da partida? E com que rigor esse caso será punido?

Uma coisa é discutir como deixar em equilíbrio de critério, o que ser provocativo ou não, outra coisa é aplicar a regra que existe, mesmo que contraditória para a grande maioria. Se a regra não é aplicada, como pode ser revista? E como a sociedade poderia rever seus conceitos muitas vezes nocivos? Se não se aplicarem respostas a tais questões, seguiremos estagnados, e com aquela comparaçâo escambal de futebol raíz e futebol Nutell* - a empresa não me paga para expôr sua marca aqui no site.












Foto: Reprodução/Twitter
















por: Leonardo Bueno

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