Retrospectiva da Fórmula Indy 2017 parte 2 - Indianapolis 500

14:34:00

Na segunda parte da retrospectiva da temporada 2017 da Fórmula Indy, chegamos a sexta etapa, e principal prova da categoria - uma das mais importantes do mundo -. Na prova mais importante de sua história, a edição 101 das 500 Milhas de Indianápolis, foi extremamente emocionante. Com alta competitividade na disputa, e a especial presença do piloto Fernando Alonso. Buscando voltar a se sentir competitivo, o piloto da Mclaren se juntou a Andretti Autosport, e foi o novato do ano da Indy 500 mais especial dos últimos tempos. Não apenas por Alonso, mas pelos desfechos que a corrida teve.

Sobre a corrida

Na largada, Tony Kanaan fez uma largada padrão Kanaan de qualidade. Saiu de sétimo para quarto. Alonso caiu para nono, muito por não largar a tempos em movimentos. Will Power também largou muito bem, e pulou de nono para terceiro, com Scott Dixon mantendo a ponta.Nenhum acidente aconteceu na largada. E na volta 4, Kanaan já era assumia a vice liderança da prova. TK assumiu a ponta na volta 7, fazendo um excelente início de prova. Hélio Castroneves perdeu algumas posições na largada, mas se recuperou, subindo para o décimo oitavo posto.

Alonso superou Will Power - que caia d rendimento assustadoramente de rendimenro - na volta 10, ficando com a sétima colocação. O espanhol ainda superou mais um adversário, ficando em sexto.
Tony e Dixon ficaram se alternando na liderança da prova por muitas voltas e em Indianápolis, andar com a “cara no vento”, significa consumir mais combustível. Na volta 25, Dixon perdeu a segunda colocação para Alex Rossi, vencedor da Indy 500, em 2016.
Dixon ainda  perderia posições para Ed Carpenter e Fernando Alonso.

Na volta 28, Tony Kanaan parou para fazer seu primeiro pit stop. Com isso, a liderança foi para as mãos de Rossi, deixando Alonso em segundo. No giro seguinte, a maioria dos carros foram aos boxes. Demoraram algumas voltas até que as posições fossem reestabelecidas, e após isso, a  liderança ficou com Ed Carpenter, seguido por Rossi, Alonso, Kanaan e Sato. Algumas voltas depois, Carpenter foi superado por Rossi e Alonso. O espanhol apareceu na liderança pela primeira vez na volta 37.
Alonso se manteve na P1 até a volta 54, quando foi novamente ultrapassado por Rossi.


Jay Howard bateu no muro no giro seguinte, e levou Scott Dixon consigo. Howard acabou acertando o carro do Neozelandês, fazendo com que k carro de Dixon decolasse e batesse de ponta cabeça no guard-rail interno. O #9 ficou destruído, e o piloto teve muita sorte, pois por muito pouco não não teve sua cabeça atingida pelo muro. Ambos os pilotos saíram caminhando. Por conta dos destroços, a organização interrompeu a prova com bandeira vermelha, que poderia ter sido pior para Hélio Castroneves escapou por pouco do acidente, mas teve avarias na asa traseira de seu #3.

A prova fora reiniciada, com Alonso no vamente na ponta, e muitos já foram para os boxes, fazer mais uma parada, depois de mais algumas voltas em bandeira amarela. Alonso seguia na ponta, seguido por Rossi na nova relargada, mas o americano ultrapassou o espanhol na volta seguinte. Sato era o terceiro e Hunter-Reay quarto.
Fernando Alonso perdeu posições para Sato e Hunter-Reay, e ainda o japonês superou Rossi  para assumiu a ponta por algumas voltas.

Na volta 66,  Conor Daly acerta o guard-rail de forma leve, mas o suficiente para nova bandeira amarela. Outro carro envolvido no acidente, foi o de Jack Harvey, que também sobreviveu na prova.

Após 10 giros, a corrida foi reiniciada, com Hunter-Reay indo para a P. Quatro voltas depois, outra bandeira amarela foi dada, por pedaço do carro do Marco Andretti, que se soltou e ficou no meio da pista. Com isso, a maioria dos pilotos foram novamente para novo pit stop.

A bandeira verde foi dada novamente, e  desta vez com Max Chilton na ponta - apostando em estratégia diferente de paradas -, seguido por Hunter-Reay e Rossi.

Castroneves assumiu a ponta na volta 96, e aparecia entre os ponteiros pela primeira vez na prova, mesmo com um carro avariado. Tony Kanaan estava em quinto. Helinho liderou a prova até a volta 105, quando fez seu pit stop. Rossi voltou para a liderança na segunda parte da corrida.

Entre os giros 113 e 114, todos foram para o reabastecimento. Ryan Hunter-Reay era líder desta feita, seguido por Rossi e Alonso. Castroneves era quarto, enquanto Tony Kanaan estava em sétimo. Porém, algumas voltas depois, outra bandeira amarela sirgiu. O veterano Buddy Lazier perdeu a traseira de seu carro e bateu na saída da curva dois. Alguns carros foram para os boxes, porém, a maioria permaneceu. Sage Karam também tinha problemas e ficou parado na pista. A bandeira verde foi dada na volta 130, Alonso reassumiu a ponta, ultrapassando seu companheiro de equipe Hunter-Reay. Porém, uma volta depois, uma nova bandeira amarela foi dada, por conta de detritos na pista - coisas da Indy -. Quatro giros depois, a corrida voltou a  bandeira verde, mas o motor de Hunter-Reay foi quebrou logo na relargada e outra amarela foi flamulada. Com isso, todos os pilotos foram novamente as boxes.

Após outra relargada, nova intervenção em amarela. Ed Carpenter acertou o carro de Mikail Aleshin e perdeu parte do bico. Com isso, mais uma bandeira amarela foi agitada, provando que a frase 'Amarela chama amarela existe -.

Na volta 148, a corrida recomeçou, com Chilton na P1, seguido por Kimball, James Davison e Castroneves. Porém, o braszuca era o primeiro dentro daqueles que estavam na mesma janela de reabastecimento dos ponteiros.

Há 35 giros do fim, Chilton foi para os boxes e a amarela ressurgiu, após o motor de Charlie Kimball estourar. Zach Veach também abandonou. Os carros então foram para os boxes para o último reabastecimento.

Na bandeira verde, há 29 voltas do final, o líder novamente era Max Chilton, seguido por Ed Jones, Castroneves e Sato. O brasileiro superou Jones e passou a seguir Chilton. A corrida se tornada decisiva w não existia mais camaradagem para trocar posições. Jones repassou Helinho, que caiu para terceiro.
Mas o piloto da Penske retomou a posição sobre Jones, e ambos foram superados por Takuma Sato, que subiu para segunda colocação. Quando o motor Honda de Fernando Alonso o traiu, obrigando o espanhol a abandonar/ser ovacionadoe aclamado por mídia . Mais uma bandeira amarela foi dada, frustrando os planos do piloto astúrio, que novamente foi traído por equipamento Honda. Motor azarado.

Na relargada, uma batida forte aconteceu, com muitos carros envolvidos: James Hinchcliffe, Oriol Sèrvia, Josef Newgarden, Will Power e James Davison estavam entre os envolvidos da curva 1.

A corrida recomeçou com 11 voltas para a quadruculada, com Chilton seguindo à frente, com Sato em segundo, Castroneves, Ed Jones e Kanaan fechavam o top-5.

Castroneves passou Sato e partia como louco pra cima de Chilton.

O brasileiro conseguiu fazer a ultrapassagem sobre Chilton, faltando seis voltas para o final,  mas Sato o ultrapassou na uma volta seguinte. Castroneves tentou de todas as formas superar Sato, mas o japonês se segurou e venceu as 500 Milhas de Indianápolis, sendo o primeiro nipônico a vencer na Brickyard. Hélio Castroneves foi o segundo, e então assumia a liderança da temporada 2017.

Top-10 da Indy 500 2017:

1) Takuma Sato (Honda)
2) H.Castroneves (Chevrolet)
3) Ed Jones (Honda)
4) Max Chilton (Honda)
5) Tony Kanaan (Honda)
6) J.P.Montoya (Chevrolet)
7) Alexander Rossi (Honda)
8) Marco Andretti (Honda)
9) Gabby Chaves (Chevrolet)
10) Carlos Muñoz (Chevrolet)

A Honda se fez valer dos motores mais potentes na prova, mas falhou no quesito resistência. Tamanhas quebras que houveram, não apagaram a baita prova que Castroneves fez. Com carro avariado e único Chevrolet entre os cinco melhores, Helinho dava mostras que faria novamente uma boa temporada.







Foto: Reprodução/Autosport







por: Leonardo Bueno

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