Acabou a credibilidade do Palmeiras para o ano de 2017

15:21:00

O sentimento de revolta é grande. Frustração de um ano que foi jogado no lixo, por erros e mais erros. Desde planejamento, administração, até jogadores e comissão técnica - ambas as que passaram durante o ano no Palestra -.

A derrota para o Santos foi o resumo do Palmeiras na temporada. Mesmo que tenha feito uma partida de razoável para boa, não foi o suficiente para vencer a partida. E o pior foi a incompetência do sistema ofensivo da equipe alviverde, que novamente se mostrou falho. O último gol de um atacante, foi marcado pelo contestadíssimo Deyverson, naquele empate diante do Atlético-MG  no dia 9 de setembro - o qual o camisa #16 perdeu um pênalti de forma bizonha. Desde então, os também contestados Egídio e Jean marcaram gols de vitórias por 1x0, diante de Coritiba e Fluminense, respectivamente.

Voltando ao jogo, o Palmeiras teve mais de 60% da posse de bola, criou chances de gol, encurralou o adversário, mas não teve competência para converter situações criadas.

Dudu, Deyverson, Borja e Guerra que entraram  no segundo tempo, os zagueiros... enfim, todos tentaram, mas falharam ao empurrar a bola para o gol adversário. E como quem não faz, toma, o Palmeiras tomou o gol, de forma amadora. Uma bola curra na saída de jogo, e Guerra não conseguiu vencer a divida com Jean Motta. Por consequência, a bola cruzou a área, até o gol do time rival.

A equipe foi um primor em campo? Não! Foi competitiva, mesmo que um pouco lenta e ruim na tomada de decisões por parte dos jogadores e treinador. Não adianta falar em saudade de 2016, sendo que a maioria do que era método daquela equipe vencedora, segue na atual temporada. A diferença é que dessa vez, os métodos estão batidos, jogadas manjadas, e rivais que aprenderam a marcar os pontos fortes do Palmeiras, e explorar às fraquezas alviverdes.

Cuca que tanto havia dito em se reciclar, em mudar conceitos e buscar evolução, regrediu. Insitir com jogadores que não rendem, esquemas que TODO O MUNDO conhece decor e salteado, e teimosias além das quatro linhas, acabaram arranhando a imagem de Cuca no Palmeiras. Se quiser colocar Alexandre Mattos e toda a diretoria no balaio, pode colocar. Pois o diretor de futebol contratou bons valores individuais para alguns setores, mas esqueceu das carências que a equipe têm, principalmente nas laterais, meias e no primeiro volante. Que se cobre dos jogadores também, que muitas vezes arregam no pega pra capar.

Falta critério. Deyverson tecnicamente é sofrível, Jean não acerta mais nada, Moisés está irreconhecível, e as peças de reposição não são utilizadas? Onde estão Bruno Henrique, Hyoran, Raphael Veiga, e outros? Por que sumiram? Por quais motivos os jogadores mostram 'apavoramento de jogo', e tomam decisões erradas em boa arte das jogadas? A resposta é: Falta critério. Falta calma, concentração, técnica e frieza. Os jogadores atuam em campo com raça, mas nem sempre na raça a vitória virá. Precisa um pouco mais de técnica, e muito menos vacilos. Pois de tantos vacilos (como os da derrota para o Santos), a equipe vê de forma melancólica o ano de 2017 acabar sem título. E é bom a equipe se coçar para conseguir a vaga direta à Libertadores. Pois se continuar nesse pragmatismo com erros, correrá riscos de disputar a Pré-Libertadores, que é um Deus nos acuda.

Mas em resumo: Acabaram a esperança, a confiança e credibilidade da torcida palmeirense, no projeto Palmeiras 2017.









Foto: Divulgação









por: Leonardo Bueno

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