Retorno de Kubica é sensacional, mas faz parte do 'Leilão da Williams'

15:09:00

Para a história do esporte, o retorno de Robert Kubica à Fórmula 1 e a categoria mais almejada do automobilismo, após grave acidente pelo Mundial De Rally, é algo muito especial. Muito bacana mesmo! Mas o que poucos sabem, é que o retorno de Kubica se deve mais pela questão financeira, do que técnica. Mas aí você se pergunta: Na atual Fórmula 1, as equipes médias e pequenas sempre dependeram de pilotos pagantes, e você afirma isso? Sim! Mas no caso do polonês, a coisa é um pouco diferente.

A Williams perderá apenas em patrocínios, R$30 milhões. Além de uma queda nas receitas ofertadas pela Federação Internacional De Automobilismo as equipes, conforme a posição que terminam o campeonato. A esquadra originalente inglesa, terminará em quinto entre os construtores. Em 2016 ficou em quarto. E tal queda financeira não estava nos planos do leilão da equipe. Aí entra Kubica, que levará um aporte polonês, em cerca de R$30 milhões. O que é suficiente para se pagar na equipe de Groove. Ele teve seu contrato avalisado e assinado por ambas as partes, porque nenhum dos pilotos que foram analisados, tiveram grana suficiente para pilotar um de seus carros.

A equipe vende seus lugares de forma descarada, desde o início da década. E mesmo que recuperando-se financeiramente - tendo em 2016 lucrado R$40 milhões -, ela cada vez mais procura uma bufunfa boa. Não sei se esse fundo será aplicado para o futuro e em melhores projetos para a próxima geração de carros da F1, ou apenas para empanturrarem os bolsos da Família Williams.

Se você acha que a Williams fez um leilão, a resposta está correta. Paul Di Resta, piloto do quase falido DTM, piloto reserva da equipe de Sir Frank Williams e comentarista de F1 nas horas vagas, não teve em nenhum momento, garantias financeiras para se pagar e pagar a vaga na equipe. Isso vale para Pascal Werhlein. O alemão campeão 2015 do DTM, apadrinhado por Toto Wolf e pela Mercedes, não tem essa bala na gulha para preencher os critério$ da equipe. 
E mesmo que tivesse, esbarraria no problema da idade, que é exigência/lei oriunda de acorso com uma empresa de bebida alcoólica, que solicita ao menos um piloto com 25 anos ou mais - 
Werhlein têm 23 -.

Felipe Massa revelou ter buscado patrocínios para seguir por mais um ano na equipe. Mas o suporte que ele conseguiu, não foi o suficiente. Isso porque, Massa apenas seguiu na equipe/se desaposentou graças aos acordos entre Williams-Bottas-Mercedes. Nele houve economia de motores - sem custos para toda a temporada 2017 -, a ida de Paddy Lowe para reorgarnizar o grupo de estratégias, aquisição de um novo projetista, além de compensações financeiras/multa paga por Valttinho. Tal economia que foi suficiente para pagar o salário de Massa por mais um ano, e claro, permitiu sobrar uma grana para os cofres da equipe. Se tivesse bufunfa o suficiente, Massa seguiria em 2018. Mas agora ele se retirará de vez dos monopostos - já que não quer ir para a Fórmula Indy -, e seguir a sua vida.

Como nenhum piloto poupudo apareceu no radar da Williams, Kubica foi o escolhido para substituir Massa. Tudo bem que o polonês é um excelente piloto e altamente combativo e competitivo. Sabe que não será fácil guiar um F1 novamente em corridas. Nos testes, ele até se saiu relativamente bem. Dúvidas quanto a resistência física (principalmente em seu braço direito) e a constância em corridas, são inevitáveis nesse momento. Simulações e treinos são uma coisa. Corridas e treinos oficiais, são outras coisas, outro patamar de intensidade. Robertão saiu da Renault, porque viu que a equipe francesa não iria se vender a ele, e eles tinham medo em seguir com ele, o remanejando para a vaga de Jolyon Palmer. Tanto que a 'Renô' contratou Carlos Sainz Jr.,que além de bom piloto, têm aporte financeiro interessante. Franceses foram pela certeza e grana. Não pela incerteza e dinheiro. Coisa que a Williams quis arriscar, sem medo de ser feliz. Se isso dará certo ou não, apenas o futuro dirá.

Resumindo: O retorno de Kubica é espetacular. Mas ele apenas se fez valer, porque ele foi quem deu mais no leilão da Williams.








Foto: Reprodução/Renault Sport F1










por: Leonardo Bueno












por: Leonardo Bueno

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