Chefão da Stock Car, fala sobre o futuro da categoria

21:30:00

Em entrevista ao canal do youtube 'Acelerados', na tarde desta quarta-feira  atual CEO da Stock Car falou sobre o futuro da categoria. Tanta coisa, que resumirei suas falas em duas partes. Tamanha quantidade e qualidade de explicações que foram dadas.

Segundo o presidente da VICAR, -- empresa que organiza a Stock Car -- Rodrigo Mathias, a categoria terá algumas novidades em 2018, visando uma maior competitividade. Como por exemplo, trocas de pneus obrigarórias em cada bateria, nos casos de rodada dupla.

"Não queremos casos como o do (Ricardo) Zonta. Largou a corrida 2 de Goiânia em vigésimo sétimo, se fez valer de uma estratégia de pneus novos, tanque cheio e desempenho melhor. Enquanto os que não haviam trocado de pneus, tinham desempenho de 1.5 segundo pior em cada volta. Isso num grid com 30 carros virando no mesmo segundo, é algo discrepante. Mas para isso, deveremos implementar em 2018, a obrigatoriedade de troca de dois pneus por cada bateria. Isso fará com que os 10 primeiros da bateria inicial, tenham igualdade de disputa, na bateria seguinte" disse Rodrigo.


Além da discrepância a ser evitada, Maurício afirma que a questão da manutenção dos 10 primeiros colocados, pode ajudar de certa forma, num fortalecimento da imagem de futuros ídolos da categoria.

"O fato de invertermos os 10 primeiros e evitarmos alternâncias tão extremas, fazem com que o fato dos pilotos que estão à frente, possam seguir em igualdade de forças na bateria seguinte. Para um projeto de imagem de ídolos, isso ajuda de alguma forma" argumentou.




Mathias também explanou sobre a possibilidade de uma corrida noturna na categoria mais popular do Brasil, e de um retorno para a Argentina.

"Estamos trabalhando nisso há alguns meses. Analisando bem, talvez onde possamos realizar uma corrida, por questão de custos e estrutura, é em Goiânia. Porque com algumas reformas a serem feitas, poderemos utilizae o anel externo, para a realizaçâo da prova. Ainda iremos definir isso. Mas entre o segundo semestre de 2018 e 2019, teremos algo concreto sobre" indagou.

"Sobre voltarmos a Argentina, é algo mais complexo. Há uma dependência alfandegária e de calendário. Por taxas que devem ser acertadas com antecedência, e questões de calendário que sejam tranquilas. Por exemplo, sabemos que  na data nos 200 Km de Buenos Aires, não poderemos correr em conjunto à TC 2000, por questão de datas.  Mas entre algumas situações estudadas, poderá haver uma etapa em Termas do Rio Hondo. Mas isso precisa ser bem definido, e não ser algo como foi esse ano. Que por logística e datas não tão simples, acabaram sendo definidas em cima da hora" disse.


O comandante da Stock, também falou sobre a possibilidade dos motores V8 saírem da categoria em algum momento.

"A médio prazo, isso poderá acontecer (extinçâo dos motores V8 do certâme). Até por uma questão econômica e de desenvolvimento. Se isso seguir para o Brasil, no meu modo de ver, os motores V6 poderão surgir. Como na SuperCars Australiana, que tirou de seu nome o 'V8'. Que já trabalha com motores V6 aspirados ou com bi-turbo. Duas equipes da categoria andarão com motores assim em 2018" afirmou

Já a respeito do futuro de calendários mais extensos, e como gostaria de ver a categoria em questão de etapas, Rodrigo deu opinião pessoal e interessante.

"Particularmente prefiro etapa única, ao invés de baterias. Gosto mais quando a pessoa pesquisa ou acompanha algo como: Quem  venceu a etapa tal, de tal temporada em determinada pista?"

"... E vejo como foco maior, termos as grandes cidades e capitais, em nosso calendário. Voltarmos a correr em Brasília, Salvador, Rio De Janeiro..., é importante. Estarmos em grandes centros é algo importante. E para que isso possa ocorrer, talvez tenhamos que fazer algumas alterações no calendário. Se isso der certo, e notarmos brechas para agregarmos uma ou duas etapas a mais, poderemos fazer isso dentro de uma logística segura"







Foto: Reprodução







por: Leonardo Bueno

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