Sinal de alerta é ligado na Fórmula E

15:15:00
Estava tudo certo para a Montreal receber novamente a decisão da Fórmula E, com as duas últimas corridas da temporada 2017/2018, nos 28 e 29 de julho de 2018. Porém, tudo foi por água abaixo, quando a cidade elegeu uma nova prefeita, Valerie Plante.
Ela inicialmente queria que a corrida saísse do centro da cidade, mas que acabou cancelada totalmente, após uma reunião entre a categoria e a prefeita, há cerca de 20 dias. Isso foi sacramentado, depois que ao divulgar um relatório, a administração de Plante estimou um custo potencial de até 35 milhões de dólares ( cerca de R$116,2 milhões na cotação atual) deveria ser pago pelos contribuintes da cidade. Em meio a isso, uma organização sem fins lucrativos deve aos credores cerca de 9,5 milhões de dólares (cerca de R$31,5 milhões atuais)
Entende-se que o promotor - "Montreal, c'est eletricidade", uma organização sem fins lucrativos formada por autoridades locais para realizar o evento - ainda precisa pagar a F-E pela edição de 2017, 6,2 milhões de dólares canadenses em contas não pagas.
O evento foi apoiado pela empresa estatal de serviços públicos Hydro-Quebec, e não atraiu patrocínio privado, algo que Plante disse que a cidade não poderia se dar o luxo de repetir novamente o evento, com prejuízo mínimo de 23 milhões de doletas/R$76 milhões atuais.
Não bastando isso, a Williams que passaria o bastão de bateria autônoma da categoria no máximo da temporada 2018/2019, adiou para 2025 seu lançamento. Desenvolvimento lançado e não concluído? Requer mais cuidados por parte dos organizadores e aspônes do CEO da categoria, Alejandro Agag.
Agag que deve ter mais cuidado em suas escolhas, e também ter um pouco de sorte. Já que com um Ep a menos em Montreal, o adiamento da etapa de São Paulo (Punta Del Leste entrou aos 45 do segundo tempo, no calendário) e o medo do disparo de gastos - que podem afastar equipes independentes, e fazer um monopólio de montadoras - podem num futuro próximo, as chances de desandar de alguma forma os planos da categoria mais 'eletrizante' do automobilismo, na atualidade, são consideráveis.
É a quarta temporada da Fórmula-E, e falhas ainda são aceitáveis. Mas que entreveiros sejam reduzidos, e que haja um melhor consenso por parte da categoria. Logística indefinida - leia-se ordem de locais e etapas sem um padrão definido -, equipamentos e afins, ainda sofrem com falhas. Coisas que uma categoria que almeja ser gigante, não pode e não devem ter.
Coisas que podem ser perfeitamente sanadas. Mas o sinal de alerta deve ser ligado agora, para evitarem problemas bem maiores no futuro. Os fãs de automobilismo e da categoria, agradecem.







Foto: Reprodução/Autosport







por: Leonardo Bueno

Compartilhe isto

Posts Relacionados