A polêmica façanha de Tiffany Abreu

19:07:00

O líder invicto Praia Clube, venceu o Vôlei Bauru por 3x
2, com parciais de 20/25, 14/25, 25/17, 25/18 e 13/15. A invencibilidsde quase foi derrubada, mas teve um destaque histórico e de certa forma polêmico.

A ponteira Tiffany Abreu - que é transexual -, anotou 39 pontos na partida e se tornou a maior pontuadora de uma partida, na história da SuperLiga Feminina. A ponteira superou Tandara (37 pontos) e muito graças a ela, a equipe Bauruense jogou em alto nível contra a equipe líder do campeonato.

Mas a pergunta que fica é: Por ser Trans, Tiffany pode estar obtendo alguma vantagem física sobre as rivais? Tal desconfiança sobre a jogadora é cabível? Ou isso é um preconceito para com ela? Bom, pelo que acompanhei, a atleta no começo de sua jornada na temporada, ela se mostrou meio afoita, mas era notório o potencial que estava por ser desenvolvido. Tanto que ela beirou 40 pontos e marcou seu nome na história do vôlei brasileiro.

Ela foi merecedora da marca? Sem dúvida! Pois trabalhou para ebvoluir e corrigir seus erros de recepçâo e side out. Mas haverá sempre uma pulga atrás da orelha. Há vantagem ou não?

Pois bem, Tiffany - que na verdade se chama Rodrigo e jogou a SuperLiga Masculina há um tempo atrás -, se 'tornou' mulher em meados de 2012, de forma oficial. E ao quase desistir do esporte, notou que se quisesse seguir no vôlei, teria que se enquadrar nas normas esportivas. E conseguiu.

Ela passou pela transição e para um trans entrar em uma liga feminina de vôlei, chancelada pela FIVB (Federação Internacional De Voleibol).  Seu nível de testosterona deveria ser abaixo de 10 ng, e o dela atingiu 0,2 ng. Dentro da lei.

Transexuais são proibidas de praticar esportes? Apesar do preconceito, não. Portanto, se todos os órgãos esportivos da modalidade liberaram uma Trans para competir, não há irregularidade.

Mas ela não ganha vantagem sobre as demais jogadoras? Não necessariamente. Pois a partir do momento em que Tiffany passou a ter em seu corpo hormônios femininos, ela perde caractérísticas de hormônio masculino. Fatalmente ao treinar e se exercitar, ela pode ter melhor desempenho aliado a força + velocidade, sobre outras colegas de profissão. Mas nada que seja um absurdo. Isso pode ocorrer com ela, ou com quaisquer pessoas nascidas com hormônios do sexo feminino. Se ela se capacitou e se esforçou para tal de forma legal, méritos para ela.

Você pode até questionar se uma Trans pode levar vantagens. Mas não pode questionar a legalidade de Tiffany, e de sua proeza. Não estou defendendo A ou B, e sim S dizendo que a atleta fez história de forma legal. Está liberada? Que jogue e seja competitiva. Segue o jooooooogo...







Foto: Marcelo Ferazoli/Vôlei Bauru










por: Leonardo Bueno

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