São Paulo: empate em casa e pressão só aumenta

13:50:00

São Paulo enfrentou a Ferroviária neste domingo no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)
São Paulo enfrentou a Ferroviária neste domingo no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli)

Antes do clássico contra o Santos, o time mesmo sem jogar bem, parecia estar amadurecendo e sendo preparado para desafios maiores: passava muito sufoco para ganhar dos pequenos, é verdade, mas ganhava e não tomava gol mesmo quando o ataque rival vivia bombardeando a defesa tricolor, mas aí o clássico veio, time jogou bem boa parte do jogo, não aproveitou as chances e "foi traído por uma bola", a única do Santos, que não teve dificuldade no lance e saiu com a vitória.

Já no duelo contra o Ituano, time tricolor foi amplamente dominado, sofreu gol no primeiro tempo, se abalou, empatou no começo do segundo tempo quando tomou iniciativa, fez nova cagada e cedeu a vitória ao rival - que não virou empate pq Cueva perdeu pênalti no último minuto - . Resumindo: dos 6 pontos em jogo na semana passada, não pontuou em nenhum.


Tendência é de que Dorival Júnior permaneça no São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Tendência é de que Dorival Júnior permaneça no São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Situação do time é periclitante no Paulista: é líder com onze pontos no seu grupo, mas Ponte e São Caetano possuem dez pontos e o Santo André tem 8 a TRÊS rodadas do fim da fase de classificação, ou seja: de 27 jogos disputados, o time ganhou 11 pontos, ou melhor, DESPERDIÇOU 16!!!  Ou seja: o risco é absurdo de não se classificar, precisando o time de pelo menos 6 pontos (tendo ainda um clássico pela frente fora de casa) para poder estar na próxima fase.

Pior foi ontem contra a Ferroviária ver o time tricolor criando chances e novamente não as aproveitando - em parte porque o goleiro Tadeu defendeu tudo e outra por incompetência e nervosismo tricolor -,  mas dessa vez não teve como o torcedor esconder a insatisfação: público para lá de reduzido e os poucos que foram, vaiaram várias vezes Dorival - que mesmo Valdívia criando a maioria das chances, foi substituído - e se Diego Souza não é centroavante (e o técnico tricolor treinou o meia no Atlético-MG em 2010 e deveria ser o primeiro a saber disso), por que vive o escalando desse jeito e não como meia? Se o rendimento dele está tão ruim, fácil: banco para ele. 

No fim, o São Paulo terminou com 2 volantes - para quê? - e o time araraquarense nem ameaçava e por uma ousadia a mais para tentar ganhar o jogo, prevaleceu o medo de perder, ficou o 0x0 no placar e claro que as vaias e gritos de burro foram merecidos: vários jogadores na saída de campo evitaram as entrevistas, falando apenas na zona mista - área entre a saída do gramado e entrada do vestiário onde jogadores e técnicos (às vezes também árbitros) dão entrevistas à imprensa.

O comentário de Caio Ribeiro ontem durante a transmissão resume o que pensa o torcedor tricolor: "Dorival não se ajuda". E o contexto é esse mesmo: o torcedor acompanha os jogos - seja na TV ou no estádio -, quis dar um voto de confiança a Dorival por salvar do rebaixamento, acreditando na continuidade do trabalho e ciente de uma melhora que não veio, mau futebol apresentado - se no começo era pelo pouco tempo de treinos, com quase dois meses após as férias, já era para estar em nível muito melhor - .

Os próprios resultados têm vindo com um sufoco absurdo, quando aparecem, mas sempre contra equipes pequenas e volta e meia essa confiança acaba nos clássicos onde o time tricolor por mais que domine o jogo ou parte dele, acaba muitas vezes derrotado e deixando seu torcedor novamente chateado, ou seja: claro que Dorival tem culpa, mas ele não responde sozinho por tudo isso e resta saber até que ponto a demissão do técnico - e quem viria para o lugar dele e poder melhorar o time - resolveria, afinal, de 2009 para cá, o time só terminou um ano e começou outro com o mesmo técnico em 2 situações: com Muricy (voltou no fim de 2013 e ficou até começo de 2015, onde acabou afastado do futebol por problemas de saúde) e Dorival, que assumiu em julho de 2017 e por enquanto segue no comando da equipe.

Rumo à vitória, São Paulo!

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Bacharel em Direito, acompanha futebol desde sempre e dá seus pitacos quando é e quando não é chamado. Ama o S.P.F.C. incondicionalmente e despreza os rivais, a menos que estejam em boa fase, nesse caso, os odeia.

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