Cirino e Losacco vencem na abertura da Copa Truck 2018

18:47:00

Depois de uma disputa eletrizante na maior parte da corrida 1 entre Felipe Giaffone e Wellington Cirino, o piloto do Truck #6 da Mercedes Benz foi beneficiado por um problema no câmbio - que travou na quinta marcha - do atual Campeão das Copas, para levar a melhor e vencer.

Mesmo com o truck comprometido, Giaffone salvou um belo segundo lugar, enquanto Beto Monteiro subiu ao pódio na disputa inicial em 3°.

Top-10 corrida 1

1) 6 Wellington Cirino (AM/Mercedes) – 18 voltas em 26min41s516

2) 4 Felipe Giaffone (RM/Volkswagen) –8s106

3) 88 Beto Monteiro (Iveco) -8s685

4) 9 Renato Martins (RM MAN) –22s214

5) 77 André Marques (AM/Mercedes) – a 22s479

6) 83 Régis Boessio (Volvo) –29s522

7) 90 Giuliano Losacco (Iveco) –31s721

8) #7 Débora Rodrigues (RM/VW-MAN) –41s885

9) #333 Alex Fabiano (GG/Mercedes) – a 54s204

10) 72 Djalma Fogaça (DF/Ford) -55s586


Na corrida 2, antes mesmo da largada, houve uma polêmica. Débora Rodrigues que seria pole na segunda bateria, soube no momento em que chegou ao grid, que largaria no final do pelotão. A piloto do VW/MAN #7 se mostrou inconformada e alegou que trocou um parafuso por segurança. E não havia infrigido regra alguma. Isso não foi levado em conta, e ela partiu da última posição.

Doze caminhões largaram, e logo após a bandeira verde seelr agitada, um entreveiro envolveu Alex Fabiano, Renato Martins, Régis Boéssio e Beto Monteiro. Alex - que acabou queimando a largada -, ao tentar achar brecha para ultrapassar Renato, acabou tocando na trazeira do truck #9, que de forma involuntária em Boessio, que também tocou sem intenção alguma em Monteiro. E isso tudo antes mesmo do Bacião.

Resultado? Todos perderam ou tempo, ou peças ou posições.

Enquanto isso, o pole beneficiado Giuliano Losacco, segurava os ataques de André Marques, e seguia na liderança. Mas após cinco giros, Wellington Cirino que tinha um caminhão muito bem acertado desde os primeiros treinos, começou a fazer as voltas mais rápidas da prova, e se aproximara rapidamente dos dois ponteiros.

Como Marques não conseguia se resolver quanto a Losacco, Cirino partiu pra cima de seu companheiro de equipe, que ao se defender, 'ajudava' o líder a abrir cada vez mais vantagem. Mas restando duas voltas para o final, o piloto do #77 teve problemas em seu equipamento, e acabou cedendo o 2° lugar ao piloto do #6.

Restava uma volta e meia, e Losacco liderava com certa folga de 4 segundos, mas emfrentava problemas de freios. Com isso, em menos de uma volta, W.Cirino tirou quase toda a desvantagem para o líder e definitivamente atacava o #90. Porém, não foi o suficiente para desbancar o piloto estreante na categoria, que venceu pela primeira vez a bordo dos caminhões e celebrou bastante seu triunfo.

“A segunda corrida o caminhão estava muito bem equilibrado, melhorou da primeira pra segunda. Vim naquela tocada sem errar nada, mas nas últimas voltas o freio ficou duro e o Cirino chegou em mim. As últimas três voltas foram de um sofrimento só. Acho que se tivesse mais uma volta ele me passava por isso estou muito feliz. A categoria me recebeu de braços abertos e espero seguir o ano inteiro aqui. Eu jamais esperava nem nos meus sonhos em vencer. Eu pensava em pódio, mas não em vitória. Mas deu certo" disse, Lossaco.

Em 2° na bateria final, e em 1° na inicial, Wellington Cirino saiu muito satisfeito de Cascavel.

“Foram duas boas corridas, uma vitória e um segundo lugar com belas disputas com o Giaffone e o Losacco. Esse ano eu sei que vou ser competitivo e vou passar o ano inteiro pensando no campeonato. Estou com um equipamento fui confiável e tenho certeza que vou terminar o ano bem. Fui para a segunda corrida pensando no campeonato e as coisas foram acontecendo para que eu conseguisse mais um bom resultado”, disse Cirino, líder da Copa Sul, com 38 pontos.

Completaram o pódio da bateria 2, André Marques, Débora Rodrigues - que mesmo engripada e com problemas no seu pneu dianteiro durante a prova -, conquistou um excelente 4° lugar, e Witold Ramasauskas - que sobrenome danado -.

1) #90 Giuliano Losacco (Iveco)  19 voltas em 26min24s200

2) #6 Wellington Cirino (AM/Mercedes) –0s664

3) #77 André Marques (AM/Mercedes) –12s720

4) #7 Débora Rodrigues (RM/VW-MAN) –29s232

5) #13 Witold Ramasauskas (RM/VW-MAN) –42s009

6) #9 Renato Martins (VW-MAN) –54s274

7) #83 Régis Boessio (Boessio/Volvo) –55s878

8) #99 Luiz Lopes (Iveco) – 1min14s122

9) #333 Alex Fabiano (Mercedes) –1min26s065

10) #12 Zé Maria Reis (Iveco) -1 volta

Uma pena que a durabilidade ainda seja um ponto fraco na categoria. Questão de tempo - torço muito para isso -, para que as equipes possam se aproximar num todo com as montadoras, e que os brutos tenham maior resistência. Pois Man/Volkswagen, Mercedes-Benz e Iveco tem parcerias técnicas e equipes de fábrica. Mesmo Losacco que compete pela Paraguay Racing, possui alguma parceria com a Iveco Capital.

A Ford passou a apoiar a categoria, e pode futuramente rereibuir sua parceria com a DF Motorsport. Senão como equipe de fábrica, ao menos passando algumas especificações técnicas e desenvolvimento. Isso vale para Scania e Volvo também.

Pois se com alguns problemas de resistência tivemos ótimas corridas, imagine todos em competitividade e equipamentos com boa durabilidade?

Que venha a decisão da Copa Sul, dia 08/04.







Fotos: Rodrigo Ruiz









por: Leonardo Bueno

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