Liverpool perde para a Roma, mas volta a decisão da Champions após 11 anos.

20:20:00

A Roma bem que tentou. Mas não conseguiu o 'segundo milagre' na edição 2017/2018 da UEFA Champions League. Pecou nos dois gols sofridos, diante de um letal Liverpool, na etapa inicial. Aos 8' do 1° tempo, Radja Nainggolan cometeu um erro primário do futebol: NUNCA INVERTA UMA BOLA NO CAMPO DE DEFESA, NA PRIMEIRA LINHA DE SUA EQUIPE. O Belga deve ter ou se esquecido disso, ou tido autoconfiança excesso (mais provável). Com o erro, a bola ficou a feição para a trinca ofensiva dos Reds - que jogaram de branco no embate desta quarta (2) -, e Firmino teve apenas que servir Sadio Mané. O Senegalês não vacilou e marcou seu 9° gol em 10 jogos que disputou na atual edição da UCL.

A Roma ainda meio grogue com o gol sofrido, achou um gol de empate. Isso porque, após um cruzamento de Stephan El Shaarawy, o zagueiro Lovren chutou a bola no rosto do meio campista/lateral James Milner. Sessão pastelão que terminou em gol, aos 15' da fase inicial.

Onze minutos mais tarde, a Roma novamente pecou defensivamente. Após escanteio cobrado, a bola ficou sobrevoando a área romanista, até que ao tentar afastar a bola da zona de perigo, Edin Dzeko cabeceou para trás, e o meio campista holandês Georgino Wijnaldum, ficou na cara de Alisson. O camisa 5 do Liverpool cabeceou e a bola foi para o fundo da rede.

Com 1x2 desfavorável, a Roma partiu de vez para o ataque. Mas muitas vezes de forma atrapalhada. Tanto que na etapa inicial, teve apenas uma chance clara de gol. Aos 34', El Shaarawy chutou rente a meia lua da grande área, e, contando com desvio de Milner, viu a finalização terminar em um toque na trave. No mais, a equipe italiana em nenhum momento se mostrou capaz de buscar ao menos o empate.

Tanto que, nos poucos contragolpes que teve na etapa inicial, o Liverpool foi muito mais perigoso e vertical em relação aos donos da casa. Alisson executou duas grandes defesas, que evitaram danos ainda maiores aos mandantes.

No 2° tempo, o cenário mudou. A Roma mesmo que oscilando muito defemsivamente, assim como fora na etapa inicial, foi mais aguda no meio campo e chegava a todo instante chegava ao terço final de campo ofensivo. Tanto que empatou aos 6', graças à Dzeko. É bem verdade que o centroavante bósnio estava em posição irregular - um pé afrente para ser mais exato -. Mas um lance que pode se absorver a arbitragem e o 'bandeirinha'.

O mesmo não pode ser dito, em um lance que ocorreu 20 minutos após o gol de empate da Roma. O lateral Alexander-Arnold deu um tapa CLAMOROSO com a mão direita na bola, para evitar o gol de El Shaarawy. Damir Skomina e o aspône/bonecão do posto, vulgo árbitro auxiliar, não viram o pênalti escandaloso. O panorama seguiu com uma Roma jogando pela honra, e um Liverpool acomodado e em certo marasmo, já que a vantagem era enorme, o adversário perdia gols e o tempo era cada vez mais escasso.

Embora os comandados de Jurgen Klopp tenham tido um gol anulado, através de impedimento por parte de Sadio Mané, e quase marcado gol em uma pixotada de Alisson Becker (quis sair driblando Mohammed Salah e quase entregou a bola para o egípcio ir com bola e tudo para o gol), o Liverpool não voltou tão focado para a metade final de jogo, e acabou sofrendo mais dois gols. Ambos de Nainggolan, aos 40' e 47' da etapa complementar. Sendo um em un chute de rara felicidade, que partiu forte e de forma rasteira da intermediária, e terminou em um toque no 'pé' na trave, antes de entrar mansa no canto oposto do goleiro Karius. Já seu segundo gol, saiu após pênalti do zagueiro Klavan, que tocou com o punho direito na bola dentro da grande área, ao tentar anular jogada do atacante turco Under. O camisa 4 converteu a penalidade nos segundos finais de jogo, e fechou o placar em 4x2 ao clube da cidade eterna.

Liverpool mereceu chegar a final, por oscilar menos e mostrar que ofensivamente é a melhor e mais efetiva equipe da atual edição da Liga Dos Campeões. Já para a Roma, fica a sensação de que se não vacilasse tanto na defesa e convertesse mais chances de gol, poderia ter sorte melhor nos confrontos. Elenco por elenco, o Liverpool é mais completo e possui mais peças alternativas em seu plantel. Porém, a Roma sai de cabeça erguida do torneio, e com a certeza que seu elenco limitado buscou o máximo durante o torneio. Fez muito com um elenco mediano. Eusebio Di Francesco merece aplausos por montar uma equipe ultramente competitiva, que eliminou de forma histórica o Barcelona, e que retornou as semi finais da Champions League, após 34 anos.

Falando em história, O Liverpool faz história. Equipe com mais gols em uma edição do torneio continental (40 em 12 jogos), um grupo muito homogêneo em seus ideais, e que superou um rival que proporcionou o maior placar agregado da história do torneio (13 gols - 7x6 em favor do lado vermelho de Liverpool).

Será um duelo de gigantes contra o Real Madrid, e não há favorito para a decisão. Se de um lado há um pentacampeão que retorna a final do torneio após 11 anos, do outro, existe um unodecampeão do torneio e que chega para sua quarta final das última cinco temporadas, visando seu 13° título do campeonato. Prognóstico? Será um jogaço!







Foto: Alberto Pizzoli/AFP














por: Leonardo Bueno

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