Na pior Indy 500 da década, Will Power triunfa.

20:12:00

A edição 102 das 500 milhas de Indianápolis foi certamente a edição menos empolgante da década. Culpa dos novos kits aerodinâmicos, que impedem o chamado 'pack racing'. Carros com aerodinâmica pouca, maior dificulfade em controle dos autos, impedindo maior tempo de vácuo/andando próximos uns dos outros, é algo complicado para os pilotos, para os próximos 5 anos e meio da nova geração de carros da categoria.

Mas que fique claro que a categoria deu voz aos pilotos, que se uniram em virtude de maior segurança para eles. O espetáculo perde em emoção, mas ganha em segurança. Isso porque após a apoteótica Fontana 500 de 2015, o grid num todo foi enfático ao afirmar que do era muito arriscado mamter os aerokits até então. Tamanho temor também se englobou ao fato do falescimento de Justin Wilson em Pocono 2016, o que levou a decisão da IndyCar Series montar um novo kit aerodinâmico para mistos e ovais. Kit universal, que prende mais os carros no chão, e evita voôs como o de Helio Castroneves, num recente qually para a Indy 500, e até mesmo em 2017, quando Jay Howard que estava lento na saída da curva 1 do Indianapolis Motor Speedway, foi acertado em cheio por Scott Dixon, que decolou, e por muito pouco não teve um acidente muito mais grave. Graças a Deus, Dixon saiu ileso do incidente.


Será complicado encontrar um meio termo para um reequilíbrio entre segurança e bom espetáculo para os fãs. Mas é o que há para hoje. Segurança para pilotar e um espetáculo menos belo, em relação as últimas edições.

Isto posto, um resumo da edição 2018 da maior corrida do automobilismo não deve ser muito extenso. Poia tirando as sete bandeiras amarelas que ocorreram durante a prova, e as baitas corridas do vencedor Will Power, de um absurdo Scott Dixon - que fez novamente milagres com o fraquíssimo carro da Chip Ganassi -, e de um absurdo 4° lugar conquistado por Alexander Rossi, que após ter largado em 32°, fez uma corrida de recuperação fantástica, e terminou numa P4 pra lá de estupenda, visando pontuação do campeonato num todo. Além de uma performance louvável de uma Andretti Autosport que não mostrou em nenhum momento, um carro dando mostras de ser o real vencedor da prova.



Novamente falando no aspecto segurança, a primeira amarela foi acionada após Takuma Sato acertar em cheio um lento Jamea Davison, provocou a intervenção de segurança. Se esse acidente que ocorreu na saída da curva 3, fosse em um modelo de aerokit de anos anteriores, certamente Takuma decolaria e poderia capotar seu carro. Tipo o incidente Howard-Dixon.


Na volta 68, Danica Patrick que se despediu da carreira como piloto, saiu de trazeira na curva 2, e acertou o muro, dando indícios de como viriam a grande maioria das yellow flags.

Tony Kanaan fazia uma grande carrera, quando na volta 99, ao estar liderando - ter liderado cerca de 40 voltas -, teve o pneu trazeiro esquerdo furado, e teve sua corrida comprometida, no aspecto vitória. Mais adiante, na volta 189, TK sairia de trazeira, acertaria o mundo e abandonaria a corrida.


Helio Castroneves que assim como Kanaan, enquanto não teve problemas, esteve sempre no top-10. Mas com menos de 60 giros para o fim, o tri campeão da Brickyard saiu de trazeira na entrada da reta principal, e acertou o muro.


Sobre os brasileiros, o único a completar a prova foi o estreante Matheus Leist. Que para um novato, fez uma prova muito honesta e coesa. Tinha um bom carro nas mãos, mas ainda não tem todo lastro e culhão que seu companheiro de A.J Foyt Racing, Tony Kanaan. Mas o 13° lugar, passando ileso de acidentes, é louvável para um novato da categoria e de Indy 500.


O último adendo vale para Will Power. Largou na P3, passou a prova toda entre os 5 melhores, e no momento certo de ser agressivo ao extremo, o australiano soube fazer valer de uma pilotagem muito forte e competente, para superar um forte Ed Carpenter, e um astuto Scott Dixon, para se aproveitar de pista livre para nas três voltas finais, se aproveitar do fato que Oriol Servià, Stefan Wilson e Zach Veach foram efetuar um spash and go (o ethanol deles não resistiria por mais tempo), e rumou para o primeiro triunfo do piloto da equipe Penske no IMS.


A Fórmula Indy voltará a se reunir, já no próximo sábado (2) em Detroit, nas ruas de Belle Isle, para a única rodada dupla da temporada.











Foto: Reprodução/USA Today.com










por: Leonardo Bueno

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