Vexame do Palmeiras no Derby, se resume ao 'jogo dos 7 erros'

14:54:00

Depois da derrota vexatória no Derby, as cornetas vieram ao natural. Porém, diferentente do padrão Eurico Miranda de cornetagem - aquele que acha as vitórias contra o maior rival, como parâmetro de desempenho -,  as minhas reclamações serão mais construtivas, em sete tópicos, conhecidos como 'jogo de sete erros'.


1) Falta de foco

A falta de foco é um problema individual na equipe. Se nota que alguns jogadores estão focados e com gana de vencer um jogo da magnetude de um Palmeiras x Corinth*****. Mas em outros, no claro português: SE BORRARAM/ ficaram dispersos e reciosos. Exemplo: Lucas Lima errou um passe no campo de ataque, e deu um contra-ataque para o rival. NINGUÉM parou a jogada com falta ou desarme, por não estar 100℅ organizado no sistema defensivo. Foi um apagão. E isso custou muito caro.

2) Falta de persistência

Um time que acerta três bolas na trave, mesmo em uma jornada infeliz, não pode ser considerado ruim. O problema foram as formas que o time reagiu pós-chances criadas. Na bola chutada por Thiago Santos, o time sofreu o gol instantes depois (de acordo com a forma dita no 1° erro), e parou de atacar. Na finalização de Bruno Henrique, o Palmeiras que havia iniciado o 2° tempo de forma ofensiva, parou de atacar e foi encurralado pelo rival. Já no cabeceio de Antônio Carlos, a equipe simplesmente tocava a bola de lado e para trás. Jogo nos acréscimos, e ao invés de ao menos cruzar a bola em direção a grande área, a bola ficava com Marcos Rocha e Tchê Tchê que faziam TABELA no meio campo/lateral. Se ao menos insistisse em mais ataques, a situação seria melhor ao Verdão. Não tenho dúvida nenhuma disso.

3) Não tivemos um líder em campo

Temos um capitão que no Derby de ontem, se escondeu do jogo por muitas vezes, e quando acionado, pouco foi contundente. É duro de afirmar isso, mas a temporada 2018 de Dudu é a pior desde que chegou em 2015. Edu Dracena é experiente, mas não o vi no clube, sendo um dos principais líderes em campo. Fora dele não tenho dúvida de que ele é um exemplo de comando e trabalho, mas dentro das quatro linhas, penso que ele é 'apenas mais um'. Falta um cara que coloque a bola debaixo do braço, ou que coloque 'sangue no zóio' dos companheiros de time.


4) Esquema de jogo não favorece um meio campo criativo.


O time é mau treinado? Não! Mas ficou claro que para ter as ações da partida, o Palmeiras peca em finalizações ou criação de jogadas. Lucas Lima jogava atrás dos volantes na saída de bola e ía para a meiuca criar jogadas e compôr uma transição compacta. Não rendeu tão bem quanto se esperava. Foi para a função que se destacou em alguns jogos pela Seleção Brasileira e pelos seus ex-clubes: Jogar como um atacante, próximo ao homem mais avançado, buscando tabelas com os meia/atacantes e procurando finalizar em gol. Ele até entregar o gol ao rival, estava se portando bem. Depois, ficou sem saber o que fazer, mesmo onde ele sabe jogar e treinou para tal.

Ah, mas ao falar isso, atesta que o treinador não treina direito a equipe. Ele treina bem a equipe, e em seu esquema, os ideais funcionaram bem por um período. Mas quando o coletivo não funciona - assim dito pelo próprio Roger Machado -, algumas variações táticas precisam ser feitas. Dudu como meia, Guerra na vaga de Keno, ou mesmo Hyoran. Enfim, alternar peças e sistema de jogo para determinadas situações como a do clássico, podem e devem ser aplicadas. Pois até onde se sabe, treinam-se variações.

5) Sequência ruim

Nos últimos 7 Derbys, 6 derrotas e apenas 1 derrota. Nenhum rival pode-se contentar com isso. A irritação é cabível e um cenário de mudança de atitude é necessário para quebrar tal sequência.

6) Roger Machado

Alegar que as derrotas nos clássicos não vão além de números estatísticos, é de um desrespeito para o clube e torcedor. Roger é um excelente profissional, muito capacitado e ao que demostra, muito educado e polido. Mas falar que as derrotas são meros dados, é inaceitável. Perdeu pontos e créditos com boa parte da torcida.


7) O próprio torcedor palmeirense

Torcedor não entra dentro das quatro linhas. Cobra, paga caro para apoiar a equipe de várias formas. É passional - direito de todo torcedor -. Mas uma parte dessa torcida, já dá a entender que torcerá CONTRA a equipe, para verem cabeças rolando e comissão técnica sendo alterada. Uma vitória não significa que todo mundo será campeão. Nem que uma vitória significa que ninguém presta.

Os revezes nos clássicos desanimam, porém, a própria
torcida não pode DESACREDITAR na equipe. Isso soa algo tão desrespeitoso, quanto a atitude de alguns jogadores dentro do clube.


Agora, resta juntar os cacos e seguir na temporada. Quarta-feira, a parada será a Libertadores. Papo para outro post.












Foto: Cesar Greco/Flickr Palmeiras











por: Leonardo Bueno

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