A Parceria Red Bull/Honda poderá dar certo, mas após 2020.

08:55:00

Como a F1 anda na previsibilidade de pneus/ corridas de imprevisibilidade tanto para o bem quanto para o mal, resolvi deixar por enquanto, o GP da França em segundo plano e falar sobre a principal notícia do mundo automotivo nesta semana, superando a parceria para deeenvolvivento motriz entre Volkswagen e Ford; A MIGRAÇÃO DEFINITIVA DA HONDA PARA A RED BULL.

A Red Bull Racing encerrará ao final desta temporada, 12 temporadas de parceria com a Renault. Uma parceria que rendeu até agora: 46 vitórias, 29 poles, quatro títulos de pilotos - todos com Sebastian Vettel -, quatro títulos construtores, e uma gangorra de chuvas e trovoadas entre 'Renô' e os taurinos energéticos. Pois mesmo no auge, a marca de Chatilión nunca foi devidamente exaltada na parceria com a equipe de Milton Keynes. O mais próximo disso foi com a Infiniti (núcleo da preparadora de motores da equipe francesa), sem NUNCA parabenizar de fato o bom desempenho do motor, principalmente entre 2010 e 2013, na fase final da era dos motores V8 na F1. Sempre tendo suas uniades motoras sendo rebatizadas, como por exemplo ' Tag Neuer'.


E a partir de 2014, o caldo azedou de vez. Na era híbrida, as desavenças públicas entre ambas as partes foram claras, devido a um motor com problemas de confiabilidade e potência que já foram muito maiores. Hoje o desempenho melhorou, mas longe  do que a RBR espera e deseja. Tanto que após permitir a entrada da Honda em sua equipe satélite, a Toro Rosso, a confirmação de uma parceria com os nipônicos é enfática para os rumos da equipe austríaca, entre 2019-2020.


Isso porque, ao entrar em uma parceria definitiva com a equipe com base em Sakura, a Red Bull deu aval para se juntar a única possível e imaginável parceria no aspecto motor, dentro da atual Fórmula 1. Nem Mercedes, nem Ferrari e nem Renault querem pensar em saber de Red Bull ao seu lado. Ambas possuem equipes próprias, fornecem motores para outros clientes/parceiros, e não querem além de gasto maior, entregar o ouro para o 'bandido'. Especialmente no caso dos franceses, que além de equipe própria, fornecem motores à Mclaren, que largou mão da Honda pelo mesmo motivo em que a Red Bull largou a Renault: desempenho de motor.


Ao se ver sem parceiros, e notar que os motores V6 híbridos da Honda estão mais confiáveis, duráveis e resistentes, os rubro-taurinos partem para uma nova fase, tentando se reinventar visando a nova era híbrida da F1, à partir de 2021, com o novo regulento de motores. Já que é sabido a qualidade de chassi e aerodinâmica 'Red Bullniana', o motor que é a maior pedra no sapato, e que impede sua dupla de pilotos de disputarem o título - em especial, Daniel Ricciardo.



É preciso saber qual a sinergia real que a Aston Martin/ Red Bull - Honda terá. Os japoneses estarão finalmente em uma equipe vencedora, e com ambiente vencedor. Uma gestão um pouco mais paciente do que na Era Mclaren/Honda, e a busca do fim do jejum de títulos fazem com que a parceria possa dar certo. Mas não há garantias de que ela será uma parceria campeã de forma imediata. Se os japas trabalham a médio prazo em desenvolvimento no automobilismo e a Red Bull visa um futuro campeão, tal ideia pode dar liga. Mas não esperem nada exuberante nas próximas duas temporadas. O âmbito da parceria visa uma F1 no futuro, já com aval da Aston Martin - que seguirá apoiando a equipe.










Foto: Beto Issa










por: Leonardo Bueno







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